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Por que as crianças deveriam aprender a programar?

Por Talita Marcitelli - Publicado em 10/04/19

A preocupação com o excesso de tempo gasto com os celulares e computadores é comum hoje em dia, alguns pais até preferem que os filhos não tenham contato com o universo digital. Será que é possível ensina-los algo útil e benéfico através da tecnologia?

Em pleno século 21, vivemos a era pós digital, onde faz parte da nossa realidade usar aplicativos, sites,
eletrodomésticos, serviços e uma série de inteligências artificiais sem nos darmos conta. Nossos filhos (as minhas com 9 e 11 anos) já nasceram tendo acesso, ou mesmo assistindo aos adultos usando todas essas facilidades.

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Para eles não faz sentindo quando pedimos para largar o celular e ir brincar. Afinal, ali no celular,
se pode brincar, estudar e resolver problemas. É como se estivéssemos falando: “não coma com o garfo”, “não escreva com a caneta”, algo que eles conhecem desde sempre, para eles nem é tecnologia. É simplesmente um utilitário assim como uma mesa ou uma cadeira.

Quando ligamos no banco, agora somos atendidos por robôs que interagem e nos ajudam. Quando precisamos comprar algo, agora nem precisamos levantar do sofá. São tantas novas possibilidades que as pesquisas dizem que 65% dos empregos que nossos filhos vão exercer, nem existem ainda.

E se nem existem ainda, como podemos prepará-los para o que está por vir?

Desenvolver habilidades para lidarem com a pós modernidade é mais que necessário. A rapidez da
comunicação, facilidade na resolução de problemas, raciocínio lógico, pensamento crítico, além da criatividade são algumas das capacidades importantes para esse novo cenário que estamos vivendo.

Entender a linguagem dos computadores através da programação, para nós pais, pode ser um desafio, para as crianças, é parte do mundo que eles vivem. Não importa qual a linguagem de programação, a estrutura e a lógica do código serão similares independente da ferramenta utilizada.

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As crianças assimilam com facilidade o que é um looping, uma condição, um comando, etc. Esta estrutura lógica, facilita o raciocínio e a resolução de problemas. Para montar o código de um jogo ou de um aplicativo é necessário se concentrar, ter foco, conversar a respeito e imaginar como irá
ficar.

Para as crianças, programar pode ser como uma brincadeira, onde eles desenvolvem um projeto e um
protótipo, sem que eles se deem conta de que estão montando um grande quebra-cabeças. Um grande fator motivador é que ao final da tarefa o resultado será algo que eles podem usar, brincar, mostrar para os pais e amigos, com uma aplicação real.

Dessa forma, mesmo os mais ativos e agitados, podem se interessar e desenvolver foco quando começam a programar.

A programação hoje é mais importante que o aprendizado por meio de fórmulas, equações ou texto decorados.

Já que as máquinas podem armazenar e executar essas tarefas de memorização e repetição, o que
é mais importante é desenvolver o pensamento crítico e a criatividade para utilizar a tecnologia da melhor forma.

Propor desafios reais, com aplicação no mundo atual, estimula as crianças a raciocinar. Trabalhar em
grupo, programando com vários amigos, incentiva a colaboração. No futuro, quanto mais pessoas tiverem noção de lógica, habilidade em resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e colaboração, melhor será para a humanidade.

Pois, dessa forma, haverá uma diversa gama de soluções, em diversos âmbitos. É responsabilidade nossa, como pais, criar a melhor condição para que nossos filhos possam desenvolver essas habilidades. Dessa forma, estaremos criando melhores cidadãos e um futuro melhor. E a programação pode ser uma excelente ferramenta para isso.

Sobre Talita Marcitelli :
Mãe da Lorena e da Elisa, Analista de Sistemas, Especialista em Gestão e Tecnologia da
Qualidade, Empreendedora na Happy Code.
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Mãe da Lorena e da Elisa, Analista de Sistemas, Especialista em Gestão e Tecnologia da
Qualidade, Empreendedora na Happy Code.
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