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O mundo à disposição por trás da telinha: uso de tecnologias de informação por crianças e adolescentes

Por Karina Lira - Publicado em 31/01/19

Imaginemos uma situação comum: você está com seu filho numa praça pública, vê uma pessoa estranha ou até mesmo conhecida se aproximar dele, e naturalmente você se interessa para saber quem é, qual sua motivação e a pertinência daquela conversa. Logo você percebe que é um colega da escola que só quer brincar e tudo bem.

Dadas as proporções, essa é uma maneira simples de ilustrar o que acontece com as crianças e adolescentes quando eles navegam na internet. Por trás das telas dos celulares e computadores há uma imensidão de pessoas, mas infelizmente, nem sempre com a mesma intenção. Se temos esse cuidado quando os deixamos numa praça pública, que seria o “mundo off-line”, precisamos ter no “mundo online”.

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Na verdade, o uso de tecnologias de informação por parte de crianças e adolescentes pode trazer diferentes formas de riscos, desde problemas de saúde à segurança e proteção.

A Organização Mundial de Saúde tem alertado sobre o aumento crescente da miopia no mundo e a relação disso com o uso de computadores e smartphones. Profissionais de saúde também têm discutido sobre distúrbios posturais em decorrência de hábitos inadequados do uso das telas.

Os riscos à proteção são inúmeros. A pesquisa TIC KIDS Online Brasil 2017 apresenta alguns com base em incômodos relatados pelas próprias crianças e adolescentes:

  • Risco de conduta: o modo como as pessoas se comportam na rede, como dar apelidos, mostrar desrespeito, falar palavrão, se expor, fazer bullying, entre outros;
  • Risco de conteúdo: temas ou cenas fortes, como conteúdo inadequado para crianças, cenas de exorcismo ou de acidentes, entre outros;
  • Percepção de sexo: cenas de sexo, de pessoas nuas, pornografia, entre outras;
  • Risco de contato: contato ou assédio de pessoas estranhas, ou indesejadas, ou adultos desconhecidos;
  • Percepção de violência: agressão física, maus tratos, assassinato, entre outros.

Existe uma compreensão de que essa nova geração, conhecidos como nativos digitais, sabem de tudo porque já nasceram na era digital. Esse é um mito que deve ser trabalhado, todas as crianças e adolescentes precisam ter educação digital, de maneira que saibam manejar os riscos, mas ao mesmo tempo, possam acessar todas as oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento pessoal existente.

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Aprender para orientar

Não tem como voltar: a tecnologia veio para ficar. Pais, professores e cuidadores precisam aprender a lidar com essas situações e fazer disso uma oportunidade para o desenvolvimento de habilidades de educação das crianças e dos adolescentes.

A Google publicou a ferramenta Seja Incrível na Internet que ensina o que trabalhar com eles:

Ser inteligente na Internet: E protegerem sua privacidade e compreender que tudo na internet deixa pegada digital e pode ser vista por pessoas que eles não conhecem.  Sendo preciso ter cuidado com o que se publica e compartilha.

Ficar atento na internet: Para não caírem em armadilhas e serem enganados por e-mails, mensagens e textos maliciosos que roubam dados.

Proteger seus segredos na internet:  Sempre tendo o cuidado de gerar uma senha segura.

Ser gentil na internet: Entendendo que por trás de cada nome de usuário e avatar, há uma pessoa real com sentimentos de verdade. Ensinar que é preciso tratar os outros como gostaríamos de ser tratados.

Ser corajoso na internet: Ajudando-os a reconhecer que procurar ajuda para si mesmo ou para os outros é um sinal de força, quando comportamentos maldosos e outros conteúdos inadequados aparecem na internet, eles pode conversar com alguém em quem confia ou denunciar. Existem muitos materiais gratuitos disponíveis que oferecem orientações a famílias e professores. É importante buscar informações e se preparar, porque mais cedo ou mais tarde, essa questão bate à porta.


Sugestões de materiais de apoio:


 

Sobre Karina Lira:
Assessora de Proteção à Infância da Visão Mundial Brasil, Bacharel em Enfermagem pela FUNESO, Pós-Graduada em Vigilância sobre Saúde na UPE, Mestre em Saúde Pública pela UFPE e Especialista em Violência contra Crianças e Adolescentes. Experiência na área de Saúde Coletiva, Gestão de Projetos Sociais, Desenvolvimento de Pesquisas, Coordenação de Curso EAD e Formação de Educadores, atuando principalmente nos temas de Promoção da Saúde, Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, Saúde Materno-Infantil, HIV/Aids, Gravidez na Adolescência e Violências contra Criança e Adolescentes.

Sobre a Visão Mundial

A Visão Mundial Brasil integra a parceria World Vision International, que está presente em cerca de 100 países. No País, a Visão Mundial atua desde 1975 em 10 estados, beneficiando 2,7 milhões de pessoas com projetos nas áreas de educação, saúde/proteção da infância, desenvolvimento econômico e promoção da cidadania. Seus projetos e programas têm como prioridade as crianças e adolescentes que vivem em comunidades empobrecidas e em situação de vulnerabilidade. Nesses 42 anos de atuação no Brasil, a Visão Mundial se consolida como uma organização comprometida com a superação da pobreza e da exclusão social.
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Sobre Karina Lira:
Assessora de Proteção à Infância da Visão Mundial Brasil, Bacharel em Enfermagem pela FUNESO, Pós-Graduada em Vigilância sobre Saúde na UPE, Mestre em Saúde Pública pela UFPE e Especialista em Violência contra Crianças e Adolescentes. Experiência na área de Saúde Coletiva, Gestão de Projetos Sociais, Desenvolvimento de Pesquisas, Coordenação de Curso EAD e Formação de Educadores, atuando principalmente nos temas de Promoção da Saúde, Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, Saúde Materno-Infantil, HIV/Aids, Gravidez na Adolescência e Violências contra Criança e Adolescentes.

Sobre a Visão Mundial

A Visão Mundial Brasil integra a parceria World Vision International, que está presente em cerca de 100 países. No País, a Visão Mundial atua desde 1975 em 10 estados, beneficiando 2,7 milhões de pessoas com projetos nas áreas de educação, saúde/proteção da infância, desenvolvimento econômico e promoção da cidadania. Seus projetos e programas têm como prioridade as crianças e adolescentes que vivem em comunidades empobrecidas e em situação de vulnerabilidade. Nesses 42 anos de atuação no Brasil, a Visão Mundial se consolida como uma organização comprometida com a superação da pobreza e da exclusão social.
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Atenção: Todas as informações são de responsabilidade dos organizadores do evento e estão sujeitas a modificações sem prévio aviso. As informações foram checadas pela equipe de reportagem do São Paulo para crianças em Janeiro de 2019. Antes de sair de casa, confirme os dados com o destino, para evitar imprevistos

Crédito das imagens: Divulgação/Visão Mundial

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