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Vacinas: benefício muito maior que o risco

Por Dra. Atalanta Ruiz Silva - Publicado em 17/10/18

Com o retorno da ocorrência de casos de sarampo no Brasil, muitos devem estar se perguntando: já que tem vacina, por que não usar? O sarampo é considerado uma doença grave que pode atingir diversos órgãos, tais como fígado, pulmão e até o cérebro. E tem vacina.

A vacina previne contra sarampo, caxumba e rubéola (as duas últimas também tiveram aumento no número de casos) e é produzida com vírus atenuados. Contém, ainda, albumina, aminoácidos, neomicina, sorbitol e gelatina para conservação, e na rede pública brasileira pode também conter traços de proteína do leite.

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As contraindicações incluem gravidez, pessoas com doença ou tratamento que baixam a imunidade, histórico de alergia a vacinas feitas anteriormente e alergia a ovo. Os efeitos colaterais afetam menos de 0,1% das pessoas que tomaram a vacina e a maioria destes efeitos são dor, vermelhidão e inchaço local. A associação com o autismo foi completamente descartada. A eficácia da vacina na primeira dose é de 85%, e na segunda dose de 95%.

O gráfico acima mostra a incidência da doença x cobertura vacinal. Claramente, a vacina protege as pessoas contra o Sarampo.

Por ser uma doença em que é necessário avisar as secretarias de saúde a sua ocorrência, descarta-se a possibilidade de que hajam casos não registrados.

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Portanto, comprova-se que quanto mais pessoas vacinadas, melhor. Por ser uma atitude pessoal que afeta a saúde coletiva, uma decisão equivocada de uma pessoa põe outras em risco. É necessário garantir que, pelo menos, 95% da população esteja protegida com a vacina para impedir que o vírus se espalhe por uma população desprotegida.

Diversos são os fatores influenciam a queda na cobertura vacinal, dentre os quais se destacam: migração ou imigração de indivíduos não vacinados, comunidades ciganas, comunidades ortodoxas, profissionais de saúde não vacinados, refugiados, viajantes não vacinados, indivíduos intencionalmente não vacinados, queda da população não vacinada em grupos, conflitos armados e isolamento geográfico.

Não estamos falando apenas de sarampo, outros surtos também ocorreram no mundo em decorrência da falta de vacinação: caxumba, rubéola, difteria, coqueluche, febre amarela e poliomielite.

Frente a isso, campanhas de conscientização da população são necessárias, além do aconselhamento dos profissionais de saúde, buscando oportunidades de vacinação e manutenção da população vacinada.

Precisamos nos conscientizar, falta de vacinação pode matar. O benefício é muito maior que o risco, não vale a pena arriscar.


Fontes:
—> Sociedade Brasileira de Imunizações
—> Aps e cols. Adverse events of vaccines and the consequences of non-vaccination: a critical review. Rev Saude Publica. 2018;52:40. 
Sobre Dra. Atalanta Ruiz Silva:
Infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
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Sobre Dra. Atalanta Ruiz Silva:
Infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
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Atenção: Todas as informações são de responsabilidade dos organizadores do evento e estão sujeitas a modificações sem prévio aviso. As informações foram checadas pela equipe de reportagem do São Paulo para crianças em Outubro de 2018. Antes de sair de casa, confirme os dados com o destino, para evitar imprevistos

Crédito das imagens: Divulgação

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