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Uma a cada 100 pessoas no mundo têm autismo: saiba como lidar com as características de aprendizagem no Transtorno de Espectro Autista (TEA)

Por Ana Lúcia Duran - Publicado em 01/04/19

Cada pessoa tem um ritmo diferente de vida e de aprendizagem. A nossa capacidade de aprender algo novo é influenciada por diferentes fatores, como a cognição, a personalidade, as experiências de educação e as oportunidades culturais. A dificuldade de aprender é bastante comum em diferentes crianças, mas torna-se ainda mais especial naquelas com Transtorno de Espectro Autista (TEA).

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A TEA é um distúrbio do desenvolvimento que tem como características os prejuízos sociais e de comunicação, o interesse restrito a poucos temas e os comportamentos repetitivos e estereotipados. O TEA é uma condição diagnosticada cada vez mais precocemente e as estatísticas apontam para uma a cada 100 pessoas em todo o mundo, daí a importância da capacitação de pais e professores para garantir a melhor aprendizagem e adequação da criança autista.

É preciso focar nas peculiaridades desta criança. Ela aprende melhor quando é instruída de forma clara e quando as regras e expectativas são simples. As metodologias de ensino que focam na intuição para a aprendizagem não são indicadas a esses alunos, visto que eles têm dificuldade para entender a linguagem corporal, as expressões faciais e a entonação de voz das outras pessoas. São crianças muito literais e que não compreendem conceitos abstratos e piadas, por exemplo.

Em alguns casos parece difícil por ser pouco linear ou fluído, o aprendizado é totalmente possível e deve ser constantemente estimulado nas crianças com TEA. Mesmo que pareça que ela não está evoluindo, deve-se insistir na transmissão do conhecimento repetidas vezes. As dificuldades não são permanentes e muitos alunos pulam etapas da aprendizagem, chegando a conseguir acompanhar seus colegas de sala que não têm TEA.

Para facilitar a aprendizagem, é indicado ser claro e consistente nas explicações, dar dicas visuais, treinos com teatro e instruções curtas e claras. Os estímulos visuais e a criação de uma rotina são essenciais para ajudar a criança com TEA na escola, e cada caso deve ser acompanhado de forma individual.


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Sobre Ana Lúcia Duran:
Fonoaudióloga clínica (graduada pela EPM/UNIFESP) e educacional (autora e atuante em Projeto de estimulação precoce e de prevenção de Distúrbios de Linguagem reconhecido e premiado em anos consecutivos). Pós graduada em Psicomotricidade.
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Sobre Ana Lúcia Duran:
Fonoaudióloga clínica (graduada pela EPM/UNIFESP) e educacional (autora e atuante em Projeto de estimulação precoce e de prevenção de Distúrbios de Linguagem reconhecido e premiado em anos consecutivos). Pós graduada em Psicomotricidade.
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