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Dia do Orgulho Autista: como o canabidiol promove melhorias em hiperatividade e concentração de pacientes com autismo

Por Caroline Heinz - Publicado em 18/06/18

No dia 18 de junho, comemora-se o Dia do Orgulho Autista, que marca a luta por direitos civis dos autistas. Nesta data, Caroline Heinz, vice-presidente da HempMeds Brasil, empresa pioneira e líder no mercado de canabidiol (CBD) e a primeira a obter o registro pela Anvisa, subsidiária do grupo americano Medical Marijuana, Inc., responde algumas perguntas sobre o uso do canabidiol para pacientes que vivem esta condição.

O que é canabidiol?

CH: O canabidiol ou CBD é um dos mais de 85 canabinoides, compostos encontrados nas sementes, talos e flores da planta de cânhamo, uma planta que pertence à mesma “família” da maconha. O CBD está presente em maior quantidade na composição da planta de cânhamo do que na maconha, e por não ser psicoativo é considerado pela comunidade médica como sendo o canabinoide com maior potencial para a saúde. O canabidiol está disponível no mercado em vários formatos, mas o mais comum é o óleo.

Como o canabidiol pode ajudar pacientes com autismo?

CH: A principal função do canabidiol é equilibrar o organismo de forma a amenizar quaisquer sintomas adversos ao funcionamento considerado normal. Dessa forma, nos pacientes com autismo, o canabidiol pode ajudar a diminuir a agressividade, hiperatividade e dificuldades de interação social, causadas pela falta de concentração.

Quais são os benefícios observados?

CH: Nos pacientes autistas que utilizam o CBD observamos uma melhoria extraordinária principalmente nas crises nervosas. Alguns deles possuem epilepsia associada ao autismo e este sintoma também é amenizado de forma a zerar as crises convulsivas.

Como o medicamento atua no organismo do paciente?

CH: O nosso corpo possui o que chamamos de “sistema endocanabinoide”, que é nada mais do que um sistema, assim como o digestivo, capaz de interagir com os componentes do CBD, promovendo o equilíbrio do organismo.

O canabidiol “dá barato”?

CH: Não. O CBD não é psicoativo, ou seja, não causa o barato associado à cannabis. Já o tetrahidrocanabinol (THC), que é de fato o composto psicoativo da planta, é encontrado numa concentração máxima de 0,03% dos nossos produtos. Para aqueles que buscam evitar até mesmo estes traços de THC existe um produto à base decanabidiol sem THC disponível no Brasil.

Existem efeitos colaterais?

CH: Não. Por ser um composto natural, quando devidamente cultivado sem herbicidas, pesticidas ou fertilizantes o canabidiol não desencadeia efeitos colaterais. É importante ressaltar que o CBD de boa procedência apresenta concentração adequada e segura de THC e ausência de contaminantes como mofo, toxinas e metais pesados, que também poderiam causar efeitos colaterais.

O canabidiol causa vício?

CH: Ao contrário do que se pensa, o canabidiol até auxilia a livrar o vício de outros medicamentos de base química, por exemplo. Pois ele equilibra o organismo fazendo com que se torne desnecessário o uso de outras prescrições.

Existe uma limitação de idade para uso do canabidiol?

CH: Não. Pacientes de qualquer idade podem fazer o uso do canabidiol, desde que prescrita a dosagem adequada para cada uma delas.

Qual o procedimento para conseguir o medicamento?

Desde janeiro de 2015, a Anvisa autoriza a importação de produtos à base de canabidiol que não são encontrados no mercado brasileiro. Pacientes que sofrem com os sintomas do autismo no Brasil, podem solicitar a autorização da Anvisa para importar o óleo de CBD por meio de prescrição e laudo médico.


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Sobre Caroline Heinz:
Nascida no Rio de Janeiro, Caroline Heinz é formada em jornalismo e especializada em marketing. Em quase dez anos de carreira, passou por diversas experiências nas áreas de jornalismo e produção audiovisual até vestir a camisa de uma causa que tem agitado o mundo nos últimos anos: o uso medicinal da maconha. Desde 2014, ela integra a equipe da HempMeds® Brasil, empresa que esteve ligada à primeira importação legal de um produto à base de canabidiol (CBD) – um dos componentes da Cannabis sativa –, caso que ficou conhecido a partir do documentário “Ilegal” (2014).
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Nascida no Rio de Janeiro, Caroline Heinz é formada em jornalismo e especializada em marketing. Em quase dez anos de carreira, passou por diversas experiências nas áreas de jornalismo e produção audiovisual até vestir a camisa de uma causa que tem agitado o mundo nos últimos anos: o uso medicinal da maconha. Desde 2014, ela integra a equipe da HempMeds® Brasil, empresa que esteve ligada à primeira importação legal de um produto à base de canabidiol (CBD) – um dos componentes da Cannabis sativa –, caso que ficou conhecido a partir do documentário “Ilegal” (2014).
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Atenção: Todas as informações são de responsabilidade dos organizadores do evento e estão sujeitas a modificações sem prévio aviso. As informações foram checadas pela equipe de reportagem do São Paulo para crianças em Janeiro de 2019. Antes de sair de casa, confirme os dados com o destino, para evitar imprevistos
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