A campanha de vacinação contra sarampo e febre amarela está em andamento na capital paulista desde 12 de janeiro, em uma articulação do Ministério da Saúde com a Prefeitura de São Paulo. A iniciativa foi reforçada após a confirmação de dois casos importados de sarampo e amplia a oferta de doses em locais de grande circulação, como shoppings, terminais de ônibus, metrôs, aeroportos e nas Unidades Básicas de Saúde.
12 a 16 de janeiro — atendimento para todo o público (já foi)
A vacinação foi ampliada para toda a população elegível, sem necessidade de agendamento, em pontos fixos e móveis distribuídos pela cidade.
19 a 23 de janeiro — foco em públicos específicos
Nesta fase, a operação concentra esforços em trabalhadores que têm contato direto com o público, incluindo:
profissionais do setor hoteleiro,
taxistas e motoristas de transporte individual,
agentes da segurança pública,
funcionários de áreas com grande fluxo de pessoas.
Quem ainda não conseguiu se vacinar terá mais uma oportunidade. O Dia D contará com reforço de equipes e ampliação dos horários e pontos de atendimento em toda a cidade.
Sarampo
Pessoas de 12 meses a 59 anos.
Febre amarela
Pessoas de 9 meses a 59 anos.
Em situações específicas de risco epidemiológico, o Ministério da Saúde autoriza a dose zero contra o sarampo para bebês de 6 a 11 meses.
As doses estão disponíveis em:
Pontos móveis instalados em:
terminais de ônibus,
estações de metrô,
shoppings,
aeroportos.
Não é necessário agendamento. Documento com foto é suficiente.
O Brasil registrou 38 casos importados de sarampo em 2025. No estado de São Paulo, foram 1.400 notificações, com 359 casos na capital — incluindo os dois casos importados que motivaram a intensificação da campanha.
Sobre febre amarela, o país contabilizou 123 casos entre 2024 e 2025, sendo 63 em São Paulo. No período 2025/2026, não há casos confirmados até o momento.
Para sustentar a ação, o Ministério da Saúde distribuiu 24 milhões de doses contra o sarampo no ano passado, sendo 5 milhões destinadas ao estado de São Paulo. Até agora, 1,7 milhão já foram aplicadas.
A intensificação busca impedir a reintrodução sustentada do vírus do sarampo no país. Apesar do reconhecimento de eliminação em 2024 pela OPAS/OMS, o fluxo internacional de viajantes aumenta o risco de novos casos importados. Como medida adicional de vigilância, o Brasil também doou 640 mil doses da vacina para a Bolívia, fortalecendo a imunização em áreas de fronteira.