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Depois do Aquário e da Cidade da Criança, conheça o empresário Anael Fahel e as novidades de um parque temático em Cotia

Publicado em 28/02/19

Com um semblante questionador e perfil discreto, quem passa por Anael Fahel não imagina que por trás dele está a história de um empreendedor nato e que começou bem cedo.  Aos 19 anos, vendia excursões para escolas para os pontos turísticos de São Paulo e, naquela época, não tinha internet como hoje e o seu escritório acabava sendo um  orelhão na região do Jabaquara. Anael conta que só tinha os três minutos da ficha para convencer: “Comecei vendendo passeios com escolas, vendia passeios monitorados para o Zoológico, Jardim Botânico e Museu do Ipiranga”, relembra. O ano era 1984 e lá ele já entendeu que esse seria um mercado promissor.

O trabalho foi evoluindo até investir, em 1997, em um planetário no Ipiranga, no terreno de um clube desativado. Mesmo ano que também nasceu seu filho, Ariel (hoje com 22 anos). Para ele, as crianças sempre nos ajudam a nos conectar mais com o universo infantil, com o que está passando na televisão, os desenhos. “Quando meu filho era pequeno ele curtia Pokemón, e ele me ajudava a me manter atualizado”, diz.

Mas foi só em 2006 que Fahel inaugurou o Aquário de São Paulo , também no Ipiranga, uma das opções de lazer mais legais da cidade para curtir com a família! De lá para cá a atração passou por várias fases de reformas e expansão, entre 2008 e 2015, sendo a última a ampliação do espaço, hoje com 15 mil m². Ao todo, são cerca de quatro milhões de litros de água para abrigar muitas atracões, de ursos polares, passando por tubarões, coalas até cangurus. Vale ressaltar que o Aquário tem como proposta apresentar esses animais dentro do ecossistema no qual estão inseridos.

Apesar de ser um visionário, Anael conta que nunca quis ser o maior, e foge dos rótulos: “Nunca tive a pretensão de ser o maior, mas eu acho o Aquário de São Paulo mais divertido, não é só pela exposição dos animais que estão aqui, mas pela temática do ambiente, cenografia e isso se torna mais divertido para a criança”.

Os planos para o Aquário não param, mas ele ainda não revela. Anael afirma que o investimento nesse tipo negócio não é baixo, “a dificuldade começa por aí e pela própria legislação brasileira, que torna tudo mais desafiador”. Ele conta que muitos animais que não poderiam ser re-inseridos no meio ambiente acabam sendo destinados pelos órgãos competentes para o Aquário, que então passa a ser cuidador desses animais. “Esses animais não poderiam ser re-introduzidos na natureza, nenhum deles, se soltar vão morrer”, explica.

Tudo isso é feito através de uma equipe multidisciplinar (oceanógrafos, veterinários, biólogos e gestores ambientais). Hoje são mais de quarenta profissionais ligados às áreas de educação ambiental, manejo e bem-estar animal. “São animais vítimas de tráfego e de caçadores. E quando são resgatados vão primeiro para um centro de reabilitação e só depois destinados para o zoológico. Não há mais animais pegos da natureza, não existe mais isso”, explica. “Há também animais que nascem no próprio zoológico e nunca poderão ser soltos”.

E em meio a mais de 300 espécies é impossível ter um preferido. “Temos ursos polares, coalas, canguru são animais que nenhum zoológico da América do Sul tem, exceto um canguru que tem no Chile, mas boa parte deles só nós temos”, conta. E frisa que o espaço não recebe qualquer incentivo, todo investimento é 100% privado.

E com tanto conhecimento em animais, Anael revelou que não busca outras referências e que nunca foi, por exemplo, ao SeaWorld (que reúne parques aquáticos de mamíferos marinhos dos Estados Unidos, que tem entre atrações baleias e os golfinhos, que se apresentam com seus treinadores). Mas o Diretor de  Marketing da atração, Marcio Duarte, conta que o Aquário de São Paulo tem muitos elementos que remetem ao Sea Life Aquarium, parque similar em Londres, no Reino Unido.

Duarte também enfatiza que o Aquário tem várias ações de conservação, uma das mais emblemáticas é a introdução do peixe-boi na natureza. E Anael completa “É difícil readaptar animais que estão acostumados aos cuidados humano à natureza. Talvez o peixe-boi seja um dos poucos casos no Brasil que tenha esse sucesso, em um trabalho realizado pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), e a gente patrocina essa iniciativa”, diz orgulhoso.

Voltando ao espírito empreendedor de Anael, o empresário também adquiriu em 2012 a Cidade da Criança, um dos passeios que mais remetem à memória afetiva da infância e já completou mais de 50 anos. Ele mesmo diz que se lembra dos passeios que fazia com o pai para essa atração. Lá, além das mais de 35 atrações disponíveis, em 2018 foi inaugurada a “Fala Bicho“, uma fazendinha com diferentes tipos de animais, como mini pôneis, cabritos, carneiros, aves, coelhos, porcos, e até a alpaca, um mamífero sul-americano, bastante comum na Bolívia, Chile e Peru.

Incansável como é, Anael já tem outros planos para investir em entretenimento e lazer para a família. Vem novidade boa por aí! Está confirmado o Parque Temático em Cotia. As obras estão bem adiantadas e avisa que será uma grande surpresa.

Inspirado na própria necessidade de conforto de pais, mães e filhos, o parque traz um conceito inovador para quem passem o dia todo por lá. E a gente já adianta que vai ser um zoológico indoor com 350 mil m², com muitas atrações em cerca de 4,5 km de caminhos cobertos, mas os bichos vão ficar soltos nos seus ambientes. A previsão otimista é de que a nova atração esteja pronta em 2020, gerando cerca de 500 empregos diretos na região. “Tem muito brinquedo novo que está chegando, o parque será temático e a cenografia em tudo o que eu faço é valorizada”, enfatiza.

Mas por que um novo parque com tantas opções já existentes? “São Paulo é muito grande, recebe muitos turistas, e os parque no Brasil estão mudando o foco e concentrando na família, e eu acredito que esse seja o caminho”, finaliza.

Como embaixadoras do movimento “Vai ter Criança Sim”, a gente fica muito feliz quando um negócio já nasce pensando nas necessidades dos pequenos e suas famílias. Afinal, pensar na criança hoje é preparar um cidadão para o futuro.

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Atenção: Todas as informações são de responsabilidade dos organizadores do evento e estão sujeitas a modificações sem prévio aviso. As informações foram checadas pela equipe de reportagem do São Paulo para crianças em Fevereiro de 2019. Antes de sair de casa, confirme os dados com o destino, para evitar imprevistos

Crédito das imagens: Daniela Rocha

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