Atenção, famílias! O Instagram acaba de ter sua classificação indicativa atualizada no Brasil e, a partir de agora, passa a ser não recomendado para menores de 16 anos. A mudança foi oficializada nesta quarta-feira, 11 de junho de 2025, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), e tem como objetivo alertar sobre os riscos relacionados ao uso da rede social por crianças e adolescentes.
A nova recomendação, que antes valia para menores de 14 anos, reforça a importância de um uso mais consciente do Instagram, principalmente diante do aumento na exposição a conteúdos sensíveis, intensificada pelos próprios algoritmos da plataforma. A medida não é restritiva nem configura censura: trata-se de uma diretriz pública para orientar pais, responsáveis e usuários quanto à segurança digital.
De acordo com a Secretária de Direitos Digitais do MJSP, Lílian Cintra de Melo, a atualização da classificação indicativa reflete o compromisso do Estado com a proteção integral de crianças e adolescentes no ambiente online. A decisão surgiu após uma análise técnica de rotina dos conteúdos presentes no aplicativo.
Durante o processo, foram identificados temas considerados inadequados para determinadas faixas etárias, entre eles:
Outro fator levado em consideração foi o funcionamento da plataforma. O uso de algoritmos personalizados pode aumentar a exposição de adolescentes a conteúdos inadequados, mesmo que não os procurem ativamente. Por isso, a nova classificação também pretende ser um alerta sobre a forma como esses conteúdos são distribuídos e acessados.
Controle parental é um conjunto de ferramentas que permite aos pais acompanharem e limitarem o uso da internet, redes sociais e aplicativos pelos filhos. Com ele, dá para saber quanto tempo a criança passa no celular, bloquear conteúdos inadequados e até aprovar ou não o que será baixado.
Esses recursos estão disponíveis em celulares, computadores e também nas próprias redes sociais, como o Instagram, que já oferece um painel de supervisão para os pais.
O objetivo não é vigiar, mas proteger, mantendo o diálogo aberto, criando regras claras e observando sinais de que algo não vai bem, como mudanças de humor, sono ou rendimento escolar.
fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública