Santos Dumont é o homenageado da vez no Museu da Imagem e do Som (MIS), com a exposição “1932: Revolução, Constituição e Cidadania – A força de um ideal”, uma homenagem à memória do brasileiro conhecido como “o pai da aviação” e um dos maiores nomes da história do país. A atração segue até 11 de setembro.
Considerado o primeiro grande levante contra o Governo de Getúlio Vargas e o último conflito armado de grandes proporções em território brasileiro, a Revolução Constitucionalista de 1932 é o tema da exposição “1932: Revolução, Constituição e Cidadania – A força de um ideal”.
A mostra está em cartaz no MIS até o dia 11 de setembro e os ingressos, gratuitos, devem ser reservados pelo site.
A exposição foi desenhada e concebida para ser imersiva e contemplativa, com peças e cenários recriados a partir de pesquisas e fotos, que ilustram de forma didática o panorama brasileiro e mundial na década de 30, ao transportar o visitante para os 90 dias da revolução.
Além de conferir itens históricos originais, fotografias, instalações e textos que elucidam questões da época, o visitante terá a oportunidade de vivenciar tudo o que ocasionou o conflito até seus desdobramentos históricos, tecnológicos e políticos gerados pelo movimento Constitucionalista – o objetivo da exposição é tornar o assunto mais acessível para o público.
Há algo que aproxima o inventor do avião e a Revolução de 1932. Com 59 anos e a saúde bastante debilitada, Santos Dumont entrou em depressão ao ver sua invenção sendo usada por Getúlio Vargas para bombardear cidades paulistas que se levantaram contra o governo federal durante o conflito armado.
Em uma conversa por telefone com um amigo de São Paulo, Santos Dumont teria dito: “Meu Deus, meu Deus! Não haverá meio de evitar derramamento de sangue de irmãos? Por que fiz eu esta invenção que, em vez de concorrer para o amor entre os homens, se transformou numa arma maldita de guerra?
Horrorizam-me esses aeroplanos que estão sempre pairando sobre Santos”, e suicidou-se no dia 23 de julho de 1932, no Grand Hôtel La Plage de Guarujá, após as notícias do bombardeio efetuado na capital paulista.
A instalação produzida pelo MIS vai retratar como Santos Dumont sai de cena e entra para a história, com um jogo especial de iluminação, além da reprodução da notória frase em que lamenta o uso de sua invenção para a guerra.
1932: revolução, constituição e cidadania - a força de um ideal
Recomendado: Todas as idades
Quando: Já foi
Horários: das 11h às 19h
Preços: Gratuito