Siriani Huni Kuin, autor de “O Segredo dos Artesãos da Amazônia” foi um dos participantes do programa de contação de histórias em 2025. Foto: Leandro Karaí Mirim/Acervo MCI
Atração fixa

Museu das Culturas Indígenas oferece atividades para crianças e entrada a partir de R$7,50 em São Paulo

As férias escolares são uma oportunidade para conhecer novos espaços culturais, e o Museu das Culturas Indígenas, na Água Branca, zona oeste de São Paulo, preparou uma programação especial para julho de 2026. Ao longo do mês, crianças, jovens e adultos poderão participar de oficinas, contação de histórias, atividades ao ar livre, curso sobre a cultura Guarani Mbya e do tradicional Dia da Família no Museu, que reúne brincadeiras inspiradas nos saberes dos povos originários.

A programação acontece durante todo o mês de julho e combina diversas atividades. Além dos eventos de férias, o museu mantém exposições permanentes e a Feira de Artes Manuais Indígenas, que acontece aos finais de semana e feriados. Para famílias que procuram um passeio com crianças em São Paulo, a visita reúne cultura, aprendizado e experiências interativas em um único lugar.

O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido às quintas até 20h. Os ingressos custam a partir de R$15 (inteira) e R$7,50 (meia), com gratuidade às quintas-feiras e entrada livre para crianças de até 7 anos,

O que fazer no Museu das Culturas Indígenas durante as férias de julho?

Durante julho, o museu promove atividades que aproximam o público da diversidade cultural dos povos indígenas brasileiros.

Uns dos destaques é a Oficina de Esculturas de Bichinhos em Argila, marcada para 23 de julho, em dois horários: das 10h às 12h e das 14h às 16h. Conduzida pelos Mestres dos Saberes Yriwana Teluira Karajá e Xipu Puri, a oficina convida crianças, jovens e adultos a modelarem animais da Mata Atlântica e do Cerrado utilizando argila. A atividade propõe uma reflexão sobre biodiversidade, memória e preservação ambiental por meio da arte.

Embora seja aberta para todas as idades, o museu recomenda a participação de crianças a partir de cinco ou seis anos, sempre acompanhadas pelos responsáveis.

As inscrições acontecem entre 16 e 23 de julho, ou até o preenchimento das 30 vagas disponíveis em cada horário. Caso sobrem vagas, novos ingressos poderão ser distribuídos presencialmente na bilheteria no dia da atividade.

Dia da Família no Museu reúne brincadeiras tradicionais e atividades gratuitas

Um dos momentos mais aguardados da programação acontece nos dias 5 e 26 de julho, quando o museu promove o Dia da Família no Museu, com atividades das 10h às 12h e das 14h às 16h.

A programação é totalmente gratuita e não exige inscrição.

Durante o encontro, os Mestres dos Saberes recebem o público para apresentar brincadeiras tradicionais inspiradas nas culturas indígenas. Entre as atividades estão:

  • jogo de arco e flecha;
  • zarabatana;
  • arapuca;
  • cabo de guerra;
  • espaço dedicado à literatura indígena.

Além das atividades, os visitantes podem conhecer gratuitamente as exposições do museu durante o evento.

Segundo o MCI, os Mestres dos Saberes são integrantes de diferentes povos indígenas responsáveis por compartilhar referências culturais, narrativas e conhecimentos tradicionais de suas comunidades. Atualmente, o núcleo educativo reúne representantes das etnias Baré, Guarani Mbya, Iny-Karajá, Mehinako, Pankararu, Trumai, Tupi-Guarani e Xukuru-Kariri.

A proposta é fortalecer o diálogo entre visitantes e comunidades indígenas, valorizando os saberes originários e ampliando sua presença nos espaços públicos de cultura e educação.

Contação de histórias une cinema, música e tradição oral

No dia 25 de julho, das 10h às 12h, acontece mais uma edição do Programa de Contação de Histórias MCI, desta vez com o tema “Onde Há Perfume, Não Há Doença”, conduzido por Mew Yawanawa.

A atividade começa com a exibição do minidocumentário homônimo, seguida por uma roda de conversa e uma apresentação musical baseada nos cantos tradicionais Yawanawa.

Professor e liderança indígena da Aldeia Matrinxã, no Acre, Mew compartilha conhecimentos sobre plantas medicinais, tradições ancestrais e a relação entre os povos indígenas e a natureza.

O encontro foi pensado para crianças e famílias, promovendo uma experiência que reúne audiovisual, narrativas orais e música tradicional.

As inscrições são gratuitas e acontecem entre 18 e 25 de julho, ou até o preenchimento das 30 vagas disponíveis.

Feira de Artes Manuais Indígenas acontece todos os finais de semana

Quem visitar o Museu das Culturas Indígenas também poderá conhecer a Feira de Artes Manuais Indígenas, realizada até 20 de dezembro de 2026, sempre aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h, no pátio do museu.

A entrada é gratuita.

O espaço reúne artesãs e artesãos indígenas de diferentes povos, especialmente de comunidades que vivem no Estado de São Paulo.

Entre os povos representados estão Bororó, Guarani Mbya, Fulni-ô, Guajajara, Huni Kuin, Pankararu, Pataxó, Terena, Tupi-Guarani, entre outros.

Os visitantes encontram peças produzidas pelos próprios artesãos, e a iniciativa também contribui para a geração de renda das comunidades indígenas, fortalecendo a economia das aldeias e valorizando seus conhecimentos tradicionais.

Além dos finais de semana, a feira também funciona em diversos feriados ao longo do ano, incluindo o feriado estadual de 9 de Julho, em São Paulo.

Um museu com protagonismo indígena

O MCI funciona como um espaço de diálogo intercultural. Exposições, ações educativas e programações culturais são construídas de forma participativa, a partir das narrativas dos próprios povos indígenas.

A proposta é apresentar diferentes visões sobre culturas indígenas, tanto em contextos de aldeias quanto em ambientes urbanos, ampliando o repertório cultural de crianças, jovens e adultos.

Mestres de Saberes: mediação direta com o público

Durante a visita, o público é recebido pelos Mestres de Saberes, indígenas guarani, pankararu e wassu-cocal. Eles fazem o acolhimento, conduzem mediações nas exposições e desenvolvem oficinas e projetos educativos.

Esses mestres compartilham experiências de suas comunidades, falam sobre modos de vida, organização social e práticas culturais, ajudando a desconstruir estereótipos e promovendo uma escuta respeitosa entre visitantes e povos indígenas.

Exposições e programação cultural

O Núcleo de Exposições e Programação Cultural do MCI organiza atividades em diferentes linguagens artísticas e culturais. As exposições são desenvolvidas de forma colaborativa e contam com uma Comissão Curatorial formada por artistas indígenas de diversas etnias.

Entre as exposições em cartaz, estão:

  • Hendu Porã’rã, escutar com o corpo
  • MYMBA`I, pedindo licença aos Espíritos, dialogando com a Mata Atlântica
  • Nhe’ẽry: onde os espíritos se banham
  • “Ocupação Decoloniza – SP Terra Indígena” – Coletiva

Além das exposições, o museu mantém uma programação contínua com oficinas, feiras, performances e atividades educativas.

O que esperar do passeio no Museu das Culturas Indígenas?

Para famílias com crianças

  • Exposições com recursos visuais, sonoros e narrativos
  • Mediação feita por indígenas
  • Atividades educativas conforme a programação
  • Ambiente que valoriza escuta, respeito e diversidade cultural

Espaço e estrutura

O museu funciona em espaço físico fixo, é um local coberto e possui recursos de acessibilidade, como elevador, piso tátil, vídeos em Libras, acervos táteis e audiodescrição.

Horários de funcionamento

  • De terça a domingo: das 9h às 18h
  • Quintas-feiras: horário estendido até 20h
  • Fechado às segundas-feiras, exceto feriados

Ingressos e valores

  • Inteira: R$15 por pessoa

  • Meia-entrada: R$7,50 por pessoa

Quem tem direito à meia-entrada?

  • Estudantes
  • Jovens de baixa renda (15 a 29 anos) com ID Jovem
  • Pessoas a partir de 60 anos
  • Aposentados
  • Pessoas com deficiência (meia para 1 acompanhante)
  • Professores da rede privada, com holerite

Gratuidade

  • Quintas-feiras: entrada gratuita para o público em geral

  • Indígenas: todos os dias

  • Crianças até 7 anos, com documento

  • Grupos de escolas públicas e instituições sociais

  • Professores e funcionários da rede pública

  • Policiais do Estado de São Paulo

  • Profissionais de museus estaduais

  • Profissionais da Secretaria da Cultura

  • Guias de turismo credenciados e profissionais filiados ao ICOM

A gratuidade pode ser estendida a cônjuge e filhos acompanhantes, conforme regras do museu.

Acessibilidade e regras importantes

  • Acesso preferencial para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e famílias com bebês

  • Guarda-volumes gratuito, mediante disponibilidade

  • Fotografias permitidas apenas para uso pessoal, sem flash

  • Crianças menores de 12 anos devem estar acompanhadas

  • Não é permitido tocar nas obras sem autorização

  • Não há lanchonete; alimentação permitida apenas na área externa

Como chegar ao Museu das Culturas Indígenas?

O MCI está localizado a cerca de 750 metros do Terminal e Estação Palmeiras-Barra Funda (metrô e trem) e a 300 metros da Avenida Francisco Matarazzo, com diversas linhas de ônibus.

Endereço

Rua Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca
CEP 05002-062 – São Paulo/SP

O museu não possui estacionamento próprio, mas a rua permite estacionar sem Zona Azul e há estacionamentos privados na região. O espaço também conta com bicicletário.

Criado em 04/07/22

Museu das Culturas Indígenas

Recomendado: Todas as idades

Quando: Tem hoje e no fim de semana - Atração fixa

Horários: terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido às quintas-feiras até as 20h.

Preços: R$15 inteira, R$7,50 meia, a entrada é gratuita para todos às quintas-feiras/ domingo, 26 de julho, durante o Dia da Família no Museu também é gratuito. Há atividades extras pagas à parte e gratuitas. Veja detalhes na matéria!

LINK de compra
Nossos canais:
Quer falar diretamente com seu público-alvo?
anuncie aqui
® São Paulo para Crianças e Meu Passeio são marcas registradas. Todos os direitos reservados. - desenvolvido por Ideia74