Um passeio que convida famílias a ouvir, observar e aprender com diferentes povos originários faz parte da programação cultural de São Paulo. O Museu das Culturas Indígenas (MCI) funciona como um espaço de encontro entre culturas indígenas e não indígenas, com exposições, atividades educativas e mediação feita por indígenas, em uma proposta que combina cultura, educação e convivência em família.
De 3 de fevereiro a 1º de março, haverá uma programação cultural que convida famílias a explorar a riqueza das culturas dos povos originários em plena temporada de Carnaval. A agenda reúne exposições, uma instalação inspirada em desfile carnavalesco, contação de histórias, debates, encontros formativos e visitas mediadas por indígenas, conectando arte, memória, educação e línguas originárias em atividades pensadas também para o público infantil.
O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido às quintas até 20h. Os ingressos custam R$15 (inteira) e R$7,50 (meia), com gratuidade às quintas-feiras e entrada livre para crianças de até 7 anos,
O destaque do mês é a instalação “Exaltação e Êxtase: manifestações de resistência e visibilidade”, em cartaz de 03 de fevereiro a 1º de março. A montagem apresenta fotos, vídeos, depoimentos e objetos ligados à participação de integrantes do museu e do Conselho Indígena Aty Mirim em um desfile da escola de samba Mocidade Unida da Mooca, que homenageou o escritor e líder indígena Ailton Krenak.

Desfile da Mocidade Unida da Mooca (MUM), no Carnaval de 2025. Foto: Acervo MCI
A instalação dá continuidade a debates já propostos pelo museu sobre a presença indígena em grandes espetáculos culturais. Durante o desfile, representantes indígenas levaram mensagens sobre espiritualidade, grafismos e direitos, mostrando o Carnaval como espaço de visibilidade cultural e política.
Para quem busca passeios com crianças, a programação inclui a contação de histórias “Aunakĩ Yanakumã – História do Dono dos Rios”, no dia 21/02, às 11h. A narrativa, apresentada por Kawakani Mehinako, faz parte da tradição oral do povo Mehinako, do Alto Xingu, e valoriza a escuta entre gerações.

Siriani Huni Kuin, autor de “O Segredo dos Artesãos da Amazônia” foi um dos participantes do programa de contação de histórias em 2025.
Foto: Leandro Karaí Mirim/Acervo MCI
No campo educativo, o museu realiza em 07/02, às 10h, um encontro para educadores sobre etnocomunicação e promoção da língua indígena Nheengatú nos territórios. No mesmo dia, às 15h, ocorre um debate sobre invisibilização e marginalização de povos indígenas em centros urbanos, com lideranças indígenas.

Encontro com educadores é uma das iniciativas mensais promovidas pelo MCI. Foto: Wallace Emídio/Acervo MCI
Ainda em 21/02, às 15h, o museu promove uma conversa online em seu canal no YouTube sobre o Dia Internacional da Língua Materna, com foco na preservação e diversidade das línguas indígenas.
Para encerrar o mês, em 26/02, às 18h30, acontece a visita mediada “Sonhos Ancestrais”, que percorre exposições do museu com condução de mestres de saberes, relacionando imaginação, ancestralidade e outras formas de ver o mundo.
O MCI funciona como um espaço de diálogo intercultural. Exposições, ações educativas e programações culturais são construídas de forma participativa, a partir das narrativas dos próprios povos indígenas.
A proposta é apresentar diferentes visões sobre culturas indígenas, tanto em contextos de aldeias quanto em ambientes urbanos, ampliando o repertório cultural de crianças, jovens e adultos.
Durante a visita, o público é recebido pelos Mestres de Saberes, indígenas guarani, pankararu e wassu-cocal. Eles fazem o acolhimento, conduzem mediações nas exposições e desenvolvem oficinas e projetos educativos.
Esses mestres compartilham experiências de suas comunidades, falam sobre modos de vida, organização social e práticas culturais, ajudando a desconstruir estereótipos e promovendo uma escuta respeitosa entre visitantes e povos indígenas.
O Núcleo de Exposições e Programação Cultural do MCI organiza atividades em diferentes linguagens artísticas e culturais. As exposições são desenvolvidas de forma colaborativa e contam com uma Comissão Curatorial formada por artistas indígenas de diversas etnias.
Entre as exposições em cartaz, estão:
Além das exposições, o museu mantém uma programação contínua com oficinas, feiras, performances e atividades educativas.
Entre os destaques informados pelo museu estão:
Feira de Artes Manuais Indígenas
De 04/01 a 21/12/2025, aos sábados e domingos, das 9h às 18h.
O museu funciona em espaço físico fixo, é um local coberto e possui recursos de acessibilidade, como elevador, piso tátil, vídeos em Libras, acervos táteis e audiodescrição.
Inteira: R$15 por pessoa
Meia-entrada: R$7,50 por pessoa
Quintas-feiras: entrada gratuita para o público em geral
Indígenas: todos os dias
Crianças até 7 anos, com documento
Grupos de escolas públicas e instituições sociais
Professores e funcionários da rede pública
Policiais do Estado de São Paulo
Profissionais de museus estaduais
Profissionais da Secretaria da Cultura
Guias de turismo credenciados e profissionais filiados ao ICOM
A gratuidade pode ser estendida a cônjuge e filhos acompanhantes, conforme regras do museu.
Acesso preferencial para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e famílias com bebês
Guarda-volumes gratuito, mediante disponibilidade
Fotografias permitidas apenas para uso pessoal, sem flash
Crianças menores de 12 anos devem estar acompanhadas
Não é permitido tocar nas obras sem autorização
Não há lanchonete; alimentação permitida apenas na área externa
O MCI está localizado a cerca de 750 metros do Terminal e Estação Palmeiras-Barra Funda (metrô e trem) e a 300 metros da Avenida Francisco Matarazzo, com diversas linhas de ônibus.
Rua Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca
CEP 05002-062 – São Paulo/SP
O museu não possui estacionamento próprio, mas a rua permite estacionar sem Zona Azul e há estacionamentos privados na região. O espaço também conta com bicicletário.
Museu das Culturas Indígenas
Recomendado: Todas as idades
Quando: Tem hoje, amanhã e no fim de semana - Atração fixa
Horários: terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido às quintas-feiras até as 20h.
Preços: R$15 inteira, R$7,50 meia, a entrada é gratuita para todos às quintas-feiras