As férias escolares são uma oportunidade para conhecer novos espaços culturais, e o Museu das Culturas Indígenas, na Água Branca, zona oeste de São Paulo, preparou uma programação especial para julho de 2026. Ao longo do mês, crianças, jovens e adultos poderão participar de oficinas, contação de histórias, atividades ao ar livre, curso sobre a cultura Guarani Mbya e do tradicional Dia da Família no Museu, que reúne brincadeiras inspiradas nos saberes dos povos originários.
A programação acontece durante todo o mês de julho e combina diversas atividades. Além dos eventos de férias, o museu mantém exposições permanentes e a Feira de Artes Manuais Indígenas, que acontece aos finais de semana e feriados. Para famílias que procuram um passeio com crianças em São Paulo, a visita reúne cultura, aprendizado e experiências interativas em um único lugar.
O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido às quintas até 20h. Os ingressos custam a partir de R$15 (inteira) e R$7,50 (meia), com gratuidade às quintas-feiras e entrada livre para crianças de até 7 anos,
Durante julho, o museu promove atividades que aproximam o público da diversidade cultural dos povos indígenas brasileiros.
Uns dos destaques é a Oficina de Esculturas de Bichinhos em Argila, marcada para 23 de julho, em dois horários: das 10h às 12h e das 14h às 16h. Conduzida pelos Mestres dos Saberes Yriwana Teluira Karajá e Xipu Puri, a oficina convida crianças, jovens e adultos a modelarem animais da Mata Atlântica e do Cerrado utilizando argila. A atividade propõe uma reflexão sobre biodiversidade, memória e preservação ambiental por meio da arte.
Embora seja aberta para todas as idades, o museu recomenda a participação de crianças a partir de cinco ou seis anos, sempre acompanhadas pelos responsáveis.
As inscrições acontecem entre 16 e 23 de julho, ou até o preenchimento das 30 vagas disponíveis em cada horário. Caso sobrem vagas, novos ingressos poderão ser distribuídos presencialmente na bilheteria no dia da atividade.
Um dos momentos mais aguardados da programação acontece nos dias 5 e 26 de julho, quando o museu promove o Dia da Família no Museu, com atividades das 10h às 12h e das 14h às 16h.
A programação é totalmente gratuita e não exige inscrição.
Durante o encontro, os Mestres dos Saberes recebem o público para apresentar brincadeiras tradicionais inspiradas nas culturas indígenas. Entre as atividades estão:
Além das atividades, os visitantes podem conhecer gratuitamente as exposições do museu durante o evento.
Segundo o MCI, os Mestres dos Saberes são integrantes de diferentes povos indígenas responsáveis por compartilhar referências culturais, narrativas e conhecimentos tradicionais de suas comunidades. Atualmente, o núcleo educativo reúne representantes das etnias Baré, Guarani Mbya, Iny-Karajá, Mehinako, Pankararu, Trumai, Tupi-Guarani e Xukuru-Kariri.
A proposta é fortalecer o diálogo entre visitantes e comunidades indígenas, valorizando os saberes originários e ampliando sua presença nos espaços públicos de cultura e educação.
No dia 25 de julho, das 10h às 12h, acontece mais uma edição do Programa de Contação de Histórias MCI, desta vez com o tema “Onde Há Perfume, Não Há Doença”, conduzido por Mew Yawanawa.
A atividade começa com a exibição do minidocumentário homônimo, seguida por uma roda de conversa e uma apresentação musical baseada nos cantos tradicionais Yawanawa.
Professor e liderança indígena da Aldeia Matrinxã, no Acre, Mew compartilha conhecimentos sobre plantas medicinais, tradições ancestrais e a relação entre os povos indígenas e a natureza.
O encontro foi pensado para crianças e famílias, promovendo uma experiência que reúne audiovisual, narrativas orais e música tradicional.
Quem visitar o Museu das Culturas Indígenas também poderá conhecer a Feira de Artes Manuais Indígenas, realizada até 20 de dezembro de 2026, sempre aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h, no pátio do museu.
A entrada é gratuita.
O espaço reúne artesãs e artesãos indígenas de diferentes povos, especialmente de comunidades que vivem no Estado de São Paulo.
Entre os povos representados estão Bororó, Guarani Mbya, Fulni-ô, Guajajara, Huni Kuin, Pankararu, Pataxó, Terena, Tupi-Guarani, entre outros.
Os visitantes encontram peças produzidas pelos próprios artesãos, e a iniciativa também contribui para a geração de renda das comunidades indígenas, fortalecendo a economia das aldeias e valorizando seus conhecimentos tradicionais.
Além dos finais de semana, a feira também funciona em diversos feriados ao longo do ano, incluindo o feriado estadual de 9 de Julho, em São Paulo.
O MCI funciona como um espaço de diálogo intercultural. Exposições, ações educativas e programações culturais são construídas de forma participativa, a partir das narrativas dos próprios povos indígenas.
A proposta é apresentar diferentes visões sobre culturas indígenas, tanto em contextos de aldeias quanto em ambientes urbanos, ampliando o repertório cultural de crianças, jovens e adultos.
Durante a visita, o público é recebido pelos Mestres de Saberes, indígenas guarani, pankararu e wassu-cocal. Eles fazem o acolhimento, conduzem mediações nas exposições e desenvolvem oficinas e projetos educativos.
Esses mestres compartilham experiências de suas comunidades, falam sobre modos de vida, organização social e práticas culturais, ajudando a desconstruir estereótipos e promovendo uma escuta respeitosa entre visitantes e povos indígenas.
O Núcleo de Exposições e Programação Cultural do MCI organiza atividades em diferentes linguagens artísticas e culturais. As exposições são desenvolvidas de forma colaborativa e contam com uma Comissão Curatorial formada por artistas indígenas de diversas etnias.
Entre as exposições em cartaz, estão:
Além das exposições, o museu mantém uma programação contínua com oficinas, feiras, performances e atividades educativas.
O museu funciona em espaço físico fixo, é um local coberto e possui recursos de acessibilidade, como elevador, piso tátil, vídeos em Libras, acervos táteis e audiodescrição.
Inteira: R$15 por pessoa
Meia-entrada: R$7,50 por pessoa
Quintas-feiras: entrada gratuita para o público em geral
Indígenas: todos os dias
Crianças até 7 anos, com documento
Grupos de escolas públicas e instituições sociais
Professores e funcionários da rede pública
Policiais do Estado de São Paulo
Profissionais de museus estaduais
Profissionais da Secretaria da Cultura
Guias de turismo credenciados e profissionais filiados ao ICOM
A gratuidade pode ser estendida a cônjuge e filhos acompanhantes, conforme regras do museu.
Acesso preferencial para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e famílias com bebês
Guarda-volumes gratuito, mediante disponibilidade
Fotografias permitidas apenas para uso pessoal, sem flash
Crianças menores de 12 anos devem estar acompanhadas
Não é permitido tocar nas obras sem autorização
Não há lanchonete; alimentação permitida apenas na área externa
O MCI está localizado a cerca de 750 metros do Terminal e Estação Palmeiras-Barra Funda (metrô e trem) e a 300 metros da Avenida Francisco Matarazzo, com diversas linhas de ônibus.
Rua Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca
CEP 05002-062 – São Paulo/SP
O museu não possui estacionamento próprio, mas a rua permite estacionar sem Zona Azul e há estacionamentos privados na região. O espaço também conta com bicicletário.
Museu das Culturas Indígenas
Recomendado: Todas as idades
Quando: Tem hoje e no fim de semana - Atração fixa
Horários: terça a domingo, das 9h às 18h, com horário estendido às quintas-feiras até as 20h.
Preços: R$15 inteira, R$7,50 meia, a entrada é gratuita para todos às quintas-feiras/ domingo, 26 de julho, durante o Dia da Família no Museu também é gratuito. Há atividades extras pagas à parte e gratuitas. Veja detalhes na matéria!