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Seu filho já está falando sobre “13 Reasons Why”?

Por Tania Paris - publicado em 17/04/2017

Se seu filho for muito pequeno talvez escape, mas uma enorme quantidade de crianças está conversando sobre o seriado “13 Reasons Why”, no qual uma adolescente comete suicídio.

Falar sobre suicídio é tabu para muita gente. E você pode estar se perguntando como conversar – ou se conversar – sobre isso com seu filho.

Não vamos entrar no mérito do seriado, mas de ter trazido o assunto à discussão. Alegre-se se seu filho vier perguntar; como você pode alegrar-se se ele for buscar aprender sobre sexo com você. É uma oportunidade de dizer a verdade, sem florear nem mentir; e, no caso, sem preconceitos. Então, o primeiro passo para preparar-se para essa conversa é livrar-se do preconceito.

Suicídio não é um ato de coragem, nem um ato de covardia. Suicídio é um ato de comunicação de um enorme sofrimento; não a dor de uma doença física, mas dor “no coração”. E é por ter doído demais que a pessoa não aguentou e matou… a dor. Só que pensou que tinha que ir junto para acabar com ela. Não precisava ter sido assim, e é por isso que estamos conversando.

Compreendendo a gênese do suicídio é mais fácil explicar às crianças que elas podem morrer de doença física ou de doença emocional. Como todos queremos que elas vivam, se sentirem que estão doentes, queremos que nos avisem, para podermos levá-las ao médico. Mas antes disso, nós as ensinamos a tomarem cuidado com a saúde, para não ficarem doentes.

Aproveitemos, então, a curiosidade sobre a série para estimular nossos filhos a buscarem maneiras de se sentir melhor quando estiverem se sentindo “doentes por dentro”. Estejamos próximos, muito próximos, para oferecer-lhes carinho e conversa quando quiserem aliviar essas sensações ruins.

Foi só uma briguinha? Mas se a criança ficou magoada, ela precisa de atenção. Foi só uma nota baixa e ela está arrasada? Não minimize, não subestime o sentimento. Ajude-a a perceber e nomear o que estiver sentindo e a buscar o “remédio” – o que puder leva-la a se sentir bem novamente.

Restaurar o sentir-se bem pode se tornar um hábito de saúde mental – simples, mas de eficácia incomensurável por toda a vida. Para nunca precisar buscar “Reasons Why”.

Sobre Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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Sobre o Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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