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Saiba como educar seu filho sem usar castigos físicos

Por Leandro Ziotto - publicado em 06/05/2017

Saiba como educar seu filho sem usar castigos físicos
Educar crianças sem recorrer ao castigo físico é o melhor caminho para obter bons resultados na educação. Com uma lista de dicas, a rede “Não Bata, Eduque” pretende colaborar para ajudar a resolver essas questões.

O Não Bata, Eduque também explica porque incluir as crianças no processo educativo  é fundamental para um pleno desenvolvimento delas. Veja algumas dicas:

Primeiro, acalme-se
Respire fundo antes de chamar a atenção de seu filho ou filha. Evite discutir os problemas enquanto estiver com raiva, porque nesses momentos podemos dizer coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que podem magoá-las tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós.

Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação

Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para encontrarem a solução juntos.

Seja o exemplo
É preciso que você mantenha um comportamento que possa ser seguido pela criança. Por exemplo, beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado.

Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer, etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

Jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões
Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro. Então não devemos agir assim com nossos filhos. Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. Precisamos compreender que as crianças são seres humanos como nós adultos.

Não deixe que a raiva ou o stress acumulados por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos
Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.
Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão
Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha a calma e um tom de voz baixo, segure as mãos enquanto conversam. O contato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.

Considere as opiniões e ideias dos seus filhos
Muitas vezes as explicações sobre o ocorrido não são nem escutadas pelos pais. É importante ouvir o que as crianças têm a dizer. Tome decisões junto com eles, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorarem da próxima vez. A conversa é fundamental.

Valorize e elogie as atitudes positivas
Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas, fez um desenho para você, amarrou o calçado sozinha ou colocou no lugar algo que você pediu? Elogie. Todas essas pequenas coisas são frutos de um esforço da criança, e o elogio é um estímulo.

Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem
Explique o motivo de suas decisões e ajude as crianças a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam assimilá-las.

“Prevenir é melhor do que remediar, sempre”
Criar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes dos conflitos. Integrá-las nas atividades do dia a dia evita que tentem chamar a atenção de outras formas.

Se precisa fazer compras e terá que levar seu filho pequeno, você pode deixá-lo ajudar nas compras, conversando com ele sobre o que está comprando. Peça para ele falar o que acha de um determinado produto. Se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado.

Peça desculpas, todos erramos
Caso tenha errado e se arrependido, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos.

Eu tenho praticado essas práticas acima como um mantra diário, e não tenho palavras para expressar a mudança positiva que tive em meu relacionamento com meu filho Vinícius. De pai para pai, deixo aqui minha contribuição de hoje no site São Paulo para Crianças!

*Autor: Leandro Ziotto, pai do Vinícius e Co-fundador do 4Daddy.

Sobre Leandro Ziotto:
Leandro Ziotto, pai do Vinícius e co-fundador da Plataforma de Formação Paterna 4Daddy (www.4daddy.com.br), criada com o objetivo de ajudar outros pais, sejam eles de qualquer tipo e jeito, pais solteiros, casados, separados, homoafetivos, adotivos e etc; a exercerem a sua paternidade de forma ativa, baseada numa criação afetiva, social e cidadã.
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Sobre o Leandro Ziotto:
Leandro Ziotto, pai do Vinícius e co-fundador da Plataforma de Formação Paterna 4Daddy (www.4daddy.com.br), criada com o objetivo de ajudar outros pais, sejam eles de qualquer tipo e jeito, pais solteiros, casados, separados, homoafetivos, adotivos e etc; a exercerem a sua paternidade de forma ativa, baseada numa criação afetiva, social e cidadã.
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