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Quando o tempo seco esconde um inimigo dentro de casa: saiba mais sobre a asma

Por Dr. Marcelo Fouad Rabahi - publicado em 06/05/2017

A asma é uma doença respiratória crônica extremamente comum: são mais de 20 milhões de pessoas de todas as idades afetadas no Brasil. E, apesar de ser geralmente diagnosticada na infância, pode afetar pessoas de todas as idades.

É uma doença de causa alérgica, ou seja, algumas pessoas têm predisposição genética e, ao entrarem em contato com os fatores externos que irritam as vias aéreas – poeira, acúmulo de ácaro, pelos e saliva de animais, fumaça do cigarro, poluição, mofo, mudança de temperatura – têm uma crise.

No início desse outono observamos uma época de temperaturas mais baixas e tempo seco. O tempo muito seco é um agente agressor para as vias aéreas, o que leva a um aumento, nessa época do, no número atendimentos nas unidades de emergências por causa das crises respiratórias, que chegam a representar 25% do total das emergências médicas. Outros fatores irritantes, como os alérgenos, também representam grandes vilões nessas crises.

Além do tempo seco e a necessidade de controlar os alérgenos e situações que causam as crises, é importante ficar atento aos sintomas da asma não controlada em adultos e crianças, já que se trata de uma doença crônica que precisa de tratamento contínuo. Quando a doença está sob controle, não há limitações perceptíveis no dia a dia. Quando não controlada, a criança está sujeita a crises de falta de ar que podem levar a internações e até a óbito. Para evitar complicações, é fundamental que os pais fiquem atentos a sinais que indicam que a asma está sem controle, como:

  • Sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, como tosse, falta de ar que piora com exercício, respiração ofegante e sensação de repuxar entre as costelas;
  • Qualquer despertar noturno causado pela doença;
  • Uso de medicamentos para alívio da falta de ar mais de duas vezes por semana;
  • Limitação das atividades cotidianas, apresentando fadiga ao se exercitar, faltas na escola por indisposição etc.

Caso sejam identificados quaisquer desses sinais é indispensável procurar ajuda médica para um tratamento adequado, a fim de garantir uma melhoria na qualidade de vida. O ideal é manter o tratamento com medicamentos de uso contínuo – para evitar complicações – e utilizar medicamentos de resgate apenas em momentos de crise. O cuidado com a asma, portanto, deve acontecer, principalmente, fora das crises, para que a doença seja controlada e se garanta uma vida sem limitações e com maior qualidade de vida.

Sobre Dr. Marcelo Fouad Rabahi:
Professor Titular de Pneumologia na UFG (Universidade Federal de Goiás). Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestrado em Medicina Tropical pelo Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG) e doutorado em Medicina/Ciências Pneumológicas pela UFRJ. É também coordenador docente da Liga Acadêmica do Pulmão e professor dos cursos de pós-graduação do IPTSP e de Ciências em Saúde da UFG. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão na disciplina de Clínica Médica e nos cursos de pós-graduação, atuando principalmente nos seguintes temas: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Tuberculose e Tabagismo.
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Sobre o Dr. Marcelo Fouad Rabahi:
Professor Titular de Pneumologia na UFG (Universidade Federal de Goiás). Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestrado em Medicina Tropical pelo Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG) e doutorado em Medicina/Ciências Pneumológicas pela UFRJ. É também coordenador docente da Liga Acadêmica do Pulmão e professor dos cursos de pós-graduação do IPTSP e de Ciências em Saúde da UFG. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão na disciplina de Clínica Médica e nos cursos de pós-graduação, atuando principalmente nos seguintes temas: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Tuberculose e Tabagismo.
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