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Qual o limite entre a gozação e o bullying?

Por Tania Paris - publicado em 15/09/2017

A lei 13.185, de novembro de 2015, instituiu o Programa de combate à Intimidação Sistemática (bullying). Segundo a mesma, bullying é todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

Então, uma brincadeira que ridiculariza uma deficiência ou fraqueza de alguém só seria considerada bullying quando se tornasse frequente, certo? Dessa forma, se estivermos convencidos da necessidade de combater o bullying, deveríamos estar atentos para coibir essas brincadeiras quando estivessem sendo repetidas. É isso? Mas, repetidas quantas vezes? Qual seria a quantidade de vezes que indicaria um “farol amarelo”? E quando saber que já se tornou vermelho?

Há algum tempo atrás, escutei um pai orgulhoso contando sobre seu filho pequeno, inteligente e muito engraçado, que fazia gozações com colegas e vizinhos sob notório incentivo da família. Cheguei a mencionar a palavra bullying, mas a plateia que ria dos relatos desconsiderou meu comentário. Tecnicamente falando, eu estava errada. Mas não consigo esquecer aquela cena. Lembro-me dela com um título: como criar um intimidador.

Queria propor um novo limite entre a gozação e o bullying: a intenção.

Se a vítima se magoou com a brincadeira, o agressor que não estava mal-intencionado recua, pede desculpas, “se toca”, porque usa empatia para compreender o custo de sua diversão. Mas se a intenção tiver sido impressionar a plateia na base do custe o que custar… bem… Pais, vamos esvaziar essa plateia; vamos educar nossas crianças para que possamos todos viver num mundo mais saudável.

Sobre Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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Sobre o Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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