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Puxando a pontinha do durex! Dicas de como despertar na criança o interesse pela leitura desde cedo

Por Vanessa Santos - publicado em 17/10/2018

O gosto pela leitura não é nato.  É algo a ser aprendido e descoberto. E os pais e a família são o primeiro exemplo, antes da educação formal na escola.

Ler ao lado da criança para que ela veja você lendo com todo o prazer que essa atividade proporciona é valioso. Lembro-me perfeitamente do Samuca, meu filho pequenininho que, imitando a leitura do pai, ou a minha, fingia ler com o livro de ponta-cabeça. Era engraçadinho, porque ele também imitava expressões que a leitura provoca e a concentração que ela exige, como quem ensaia a imersão no mundo das letras, mesmo antes de conhecê-las. Imaginação é tudo!

Ler para a criança, mesmo antes e durante o processo da alfabetização, e deixando-a ver o texto e as ilustrações do livro, é fundamental, porque essa leitura compartilhada a ajuda a se familiarizar com a grafia de letras e palavras, seus fonemas e significados que formam juntas.  Além de ser uma delícia para todo mundo, isso prepara a criança para a leitura com significado e interpretação do que se lê. Quem tem seus 40 anos ou mais talvez se lembre que, antigamente, quase todo mundo era alfabetizado por meio das cartilhas com os típicos exercícios silábicos “B +A = BA” e frases sem sentido ou mensagem, como “vovô viu a uva”.  Esse método ainda tem seu valor, claro, mas foi gradativamente substituído pela ideia de que a criança aprende a escrever e a ler interagindo com o texto de verdade,  como objeto pedagógico, compreendendo o significado e, nesse processo, desenvolvendo sua capacidade leitora.  Daí em diante, pouco a pouco, vai se formando o leitor autônomo em suas preferências.

Por isso, ler com e para a criança e conversar sobre o que foi lido é uma descoberta, inclusive para nós, adultos. As perguntas que surgem por causa da leitura, as opiniões, sentimentos, comentários, tudo isso são como “pistas” do gosto e senso crítico do pequeno leitor que está nascendo. Daí é só puxar a pontinha do durex! Ou seja, estar atento para a criação de ambiente e momentos que incentivem a leitura em casa ou fora dela, e apresentar diferentes conteúdos aos pequenos.

Recentemente visitei a nova sala infantil da biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo (Rua da Consolação, 94), inaugurada em agosto. É um espaço simples e aconchegante, que tem esse propósito. Os livros são dispostos à altura dos olhos das crianças e organizados por gênero – lendas, parlendas, poesia, etc – em vagões coloridos de uma divertida maria-fumaça. Dá pra sentar no chão, escolher os títulos, ler com as crianças. Embora seja um ambiente mais voltado aos pequenininhos, há também livros infanto-juvenis nas prateleiras e todos podem ser levados para a casa, em empréstimo. Fica a dica de um lugar no coração de São Paulo, cheio de história e agora também voltado ao público infantil, e a recomendação dos rituais de leitura em casa mesmo. Na minha, eles acontecem quase sempre antes de dormir.

A sala infantil da Biblioteca Mário de Andrade funciona diariamente, das 8h às 19h.

Imagens da Biblioteca Mário de Andrade, por...

Imagens da Biblioteca Mário de Andrade, por...

Sobre Vanessa Santos:
Jornalista e executiva de comunicação empresarial, locutora e autora de livro infantil. Mãe do Samuel.
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Sobre o Vanessa Santos:
Jornalista e executiva de comunicação empresarial, locutora e autora de livro infantil. Mãe do Samuel.
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