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Os cuidados com os dentes do bebê começam ainda na barriga da mamãe

Por Gabriel Politano - publicado em 30/08/2018

Você sabia que infecções gengivais podem se disseminar da boca da gestante para a placenta e atingir o feto? Sabia também que, assim que o bebê nasce, a consulta ao odontopediatra pode oferecer informações muito úteis para o sucesso do aleitamento materno, prevenção de alterações ósseas e da cárie? Pois é. Considerando que os momentos iniciais da vida são os mais importantes para o sucesso da prevenção, ter um odontopediatra de confiança é importante para obter orientações sobre essas e outras dúvidas a respeito da saúde de gestantes, neonatos, bebês e crianças.

A saúde bucal da gestante tem sido considerada muito importante pelas associações médicas e odontológicas brasileira e internacionais. Nesse contexto, sugere-se por todos os protocolos mundiais que a gestante visite o dentista, pelo menos uma vez durante a gestação, com o objetivo de examinar a condição gengival e dentária.

Gengivas infeccionadas estão entre os fatores associados a algumas complicações obstétricas como, por exemplo, o parto prematuro e a pré-eclâmpsia.

Por isso, a gestante precisa prevenir e/ou tratar essas condições, muitas vezes, com sintomas sutis e até mesmo imperceptíveis. A cárie também pode ser um problema, uma vez que a presença de sangramento e de dor prejudicam a alimentação adequada e, por consequência, a qualidade de vida e o bom andamento da gestação.

Quando for necessário fazer algum tratamento, a gestante não tem porque se preocupar. Há profissionais especialistas e capacitados para tal atendimento.

Alguns cuidados de posicionamento na cadeira odontológica e condutas clínicas são importantes, mas, além disso, o profissional deve saber escolher o anestésico local e medicações adequadas. De forma geral, para gestantes saudáveis, todos os tratamentos curativos  devem e podem ser realizados.

Mas e a saúde do futuro bebê? Essa é tão importante quanto a saúde da gestante e começa ainda nesse período. Na reta final da gravidez, a gestante já receberá orientações sobre os cuidados primários que, se deixados para serem realizados após alguns meses, já poderá ser tarde. Por exemplo, o incentivo ao aleitamento materno e dúvidas quanto ao uso de mamadeira e chupetas precisam ser informados aos pais o mais cedo possível.

Além disso, há condições bucais, como a anquiloglossia (língua presa), que inviabilizam o aleitamento materno em alguns bebês. O odontopediatra é o profissional que costuma diagnosticar e operar esses recém-nascidos quando necessário.

Posteriormente, orientações quanto ao tipo de escova, pasta de dentes e hábitos alimentares são fundamentais. O importante é os pais entenderem que a prevenção da cárie depende de alimentação regrada, baixa frequência de carboidratos e escovação com pasta de dentes com flúor (acima de 1000ppm), pelo menos duas vezes ao dia, desde o primeiro dente. Para menores de 3 anos deve-se utilizar o equivalente a um grão de arroz e, acima dessa idade, um grão de ervilha.

Com consultas ao odontopediatra desde a gestação e, após o nascimento, a cada 3, 6 ou 12 meses (de acordo com cada indivíduo), as crianças crescerão sem doenças bucais.

Sobre Gabriel Politano:
Diretor do departamento de odontologia para gestantes e neonatos da Associação Brasileira de Odontopediatria e responsável pelas equipes de odontopediatria do Ateliê Oral Kids e do Politano Odontopediatria.
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Sobre o Gabriel Politano:
Diretor do departamento de odontologia para gestantes e neonatos da Associação Brasileira de Odontopediatria e responsável pelas equipes de odontopediatria do Ateliê Oral Kids e do Politano Odontopediatria.
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