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O sarampo começa pela boca

Por José Magalhães Muniz Filho - publicado em 02/10/2018

O sarampo é uma infeção principalmente do nariz, da traqueia e dos pulmões que é muito contagiosa, o que significa que se dissemina facilmente de pessoa para pessoa. O vírus do sarampo geralmente transmite-se quando uma pessoa entra em contato com gotículas respiratórias de outra pessoa que contêm o vírus e isso pode acontecer quando um doente com o vírus tosse ou espirra; ou quando as pessoas tocam em lenços de papel usados, partilham copos ou tocam nas mãos contendo gotículas infetadas.

Os primeiros sinais da doença podem ser vistos na boca e posteriormente os demais aparecem. Os sintomas de sarampo têm início aproximadamente 8 a 12 dias após o contato com uma pessoa doente. Os primeiros sintomas incluem tosse, rinorreia e obstrução nasal, uma sensação de mal-estar, olhos vermelhos com lacrimejo (conjuntivite) e febre que pode atingir os 40 C.

Na cavidade bucal, ocorre uma lesão considerada sinal patognomônico do sarampo, que é conhecida como manchas de Koplik. Elas precedem as manifestações cutâneas de 1 a 3 dias. São pequenos pontos branco azulados que se formam principalmente na mucosa da bochecha, próximas aos dentes posteriores superiores e são circundadas por um halo avermelhado e brilhante.

Essas máculas aumentam de número e coalescem formando placas, podendo ocorrer inflamação e tumefação generalizada, com ulcerações em diversos locais (gengiva, palato e garganta).

Quando o vírus se introduz no organismo, a infeção dissemina-se através do nariz, da traqueia e dos pulmões, para a pele e para outros órgãos do corpo.

Um doente com sarampo pode disseminar o vírus para outras pessoas desde um ou dois dias antes do início de qualquer sintoma (ou três a cinco dias antes do início da erupção cutânea) até quatro dias após o início da erupção cutânea.

O sarampo causa habitualmente uma doença moderada. Nas crianças mais jovens, as complicações incluem uma infeção do ouvido médio (otite média), uma pneumonia ou diarreia.

Nos adultos, a doença tende a ser mais grave, não sendo raro que os doentes mais velhos necessitem de tratamento em regime de internamento hospitalar para uma pneumonia relacionada com o sarampo.

As consequências mais graves do sarampo são raras. Em menos de um em cada 1.000 casos, o sarampo produz encefalite (uma infeção cerebral), com um risco imediato de convulsões, coma e morte e um risco a longo prazo de atraso mental ou de epilepsia.

A pan-encefalite esclerosante subaguda é uma forma crónica de sarampo extraordinariamente rara que causa lesão cerebral. Em casos raros, o sarampo pode afetar diretamente órgãos do aparelho digestivo (incluindo o fígado), o músculo cardíaco ou os rins.

Uma grávida que seja infectada pelo sarampo apresenta um risco aumentado de trabalho de parto prematuro, de aborto ou de parto de uma criança com baixo peso à nascença.

Os pais devem ficar atentos com as crianças, principalmente no período escolar, pois caso seja detectado os primeiros sintomas é preciso isolar o paciente, visto ser uma doença muito transmissível.

Sobre José Magalhães Muniz Filho:
José Magalhães Muniz Filho é coordenador do curso de Odontologia da Universidade Anhanguera de Niterói, no Rio de Janeiro.
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Sobre o José Magalhães Muniz Filho:
José Magalhães Muniz Filho é coordenador do curso de Odontologia da Universidade Anhanguera de Niterói, no Rio de Janeiro.
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