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Neto de Lula morre de meningite aos 7 anos e acende alerta sobre importância da vacinação

Publicado em 01/03/19

Calendário de vacinação infantil 2019 da SBI para 0 a 10 anos 

O neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Arthur Lula da Silva, de 7 anos, morreu hoje, sexta-feira (1º) vítima de meningite meningocócica, em São Paulo. Nesse momento, a política e os partidos não deveriam ter nenhuma relevância, e políticos não deveriam aproveitar a onda para se promover. É um momento de intimidade e empatia: a morte de um filho é a dor mais profunda que um pai ou mãe podem sentir. E quando a gente vira pai e mãe, então, essas notícias passam a nos impactar de uma maneira mais dolorosa ainda.

Leia mais: confira aqui o calendário de vacinação da infância à vida adulta para 2019 da Sociedade Brasileira de Imunização

Cada vez que vejo uma notícia dessas, em me coloco no lugar daquela mãe, daquele pai, daquele familiar que está sofrendo por um fato tão trágico que inverte a lógica da vida. E quando a gente vê um caso de morte por meningite então, não tem como não pensar na importância da vacinação.

Antes de tudo, deixo aqui meus pêsames à família do pequeno Arthur, e todo nosso carinho para seus pais, Sandro Lula da Silva e Marlene Araújo, que devem estar sofrendo imensamente neste momento. Minha filha mais nova teve meningite viral, que é um quadro infinitamente menos perigoso, mas lembro bem dos momentos de aflição que passamos até descobrir que era viral, após dois exames de líquor que deixaram ela sem caminhar por 4 dias, até sua recuperação uma semana depois.

Acreditamos que, provavelmente, Arthur tenha tomado todas as vacinas que deveria, não estamos aqui questionando isso. Até porque a vacina aumenta a proteção, mas não pode garantir, visto que existem inúmeras variações de bactérias e vírus desta terrível doença. Mas um caso como esse nos faz pensar: “Será que meu filho tomou todas as vacinas que deveria”?

O que é meningite e como se pega

Vamos entender primeiro o que é meningite: ela ocorre quando há alguma inflamação das meninges, membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. A inflamação pode ser causada por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.

Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca.  exame que comprova a doença é o de líquor, líquido que banha o sistema nervoso. O exame é feito puncionando a medula para retirar uma amostra de líquor, na espinha, e dependendo da cor do líquor os médicos sabem se é uma meningite viral ou bacteriana.

Meningite se pega quando gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de um indivíduo saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro, ou até por contato, tocando onde a pessoa infectada tocou. A doença costuma se espalhar mais no inverno por conta das aglomerações. Outra recomendação é lavar bem frutas, verduras e legumes e ter o hábito de lavar as mãos frequentemente.

Vacinação

Primeiramente é preciso lembrar que não existe apenas uma vacina contra a meningite e sim várias, e para ter eficácia ela precisa ser tomada nas doses certas e idades recomendadas. Para prevenir a doença, a vacinação pode ser feita a partir de três meses de vida.

Infelizmente, nem todas as vacinas de meningite estão disponíveis na rede pública, algumas só se tem acesso nas redes privadas de vacinação. Não há vacina para a meningite viral, apenas para a bacteriana, e a bacteriana tem três tipos principais:

1) Causada por hemófilos:
Podem provocar quadros graves e deixar sequelas, como surdez em um ou nos dois ouvidos, porque a infecção afeta os nervos auditivos. Essa bactéria pode causar também sinusite e otite nas crianças. Mais comum em crianças de até 5 anos. A vacina já faz parte do calendário de vacinação público e é administrada aos dois, quatro e seis meses de vida, sendo feitas depois as doses de reforço.

2) Causada por pneumococo
A vacina contra a meningite por pneumococo foi lançada em países europeus e nos Estados Unidos e adaptada para o tipo de bactéria que existe nesses lugares. No Brasil, o pneumococo é um pouco diferente e, embora sejam necessárias algumas adaptações, a prevenção que oferece é boa, segundo o Dr. Esper Kallás, médico infectologista da Universidade Federal de São Paulo, médico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, em entrevista ao Dr. Dráuzio Varella.

3) Causada por Meningococo
Essa foi a bactéria que levou o neto do ex-presidente Lula à morte. Existem vários grupos dessa bactéria. Dr. Esper Kallás explica que para um deles há uma vacina que previne quase 100% dos casos, mas há outros dois que não respondem da mesma maneira. A proteção é bem menor e funciona mais tarde, quando a criança está mais velha e os casos de meningite são menos comuns.

Hoje temos vacinas que protegem as crianças contra os principais sorogrupos da doença meningocócica: os tipos A, B, C, W e Y1. Há uma vacina isolada para o grupo C (Vacina Meningocócica C), que é distribuída gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunização, destinada a crianças menores de 4 anos. Além dela, há também duas vacinas que incluem os sorotipos ACWY (Vacina Meningocócica ACWY), disponíveis apenas nas redes privadas de imunização. Uma delas indicada para bebês a partir de dois meses e a outra para crianças a partir de um ano.

Também é possível ser imunizado contra a meningite B (Vacina Meningocócica B). Essa vacina é encontrada em clínicas privadas e é indicada para crianças a partir de três meses de idade.

Tratamento precisa ser rápido

Mesmo quando a doença é detectada precocemente e tratada de maneira adequada, de 5% a 10% dos pacientes morrem. Naqueles que sobrevivem, de 10% a 20% têm danos cerebrais, perda auditiva ou dificuldade de aprendizado. Por isso é de fundamental se vacinar como meio de prevenção.

É sempre importante repetir que as vacinas são extremamente seguras e é muito raro provocarem reações graves. As vacinas são de certa forma vítimas de seu próprio sucesso, porque as pessoas acabam perdendo a memória do que as doenças representavam antes de serem controladas pela vacinação e acham que não precisam mais vacinar a si mesmo ou aos filhos, já que algumas doenças foram erradicadas. Mas se isso ocorrer, as doenças voltam. 

Calendário de vacinação

Para facilitar sua vida, confira abaixo os calendários de vacinação da Sociedade Brasileira de Imunização atualizados para 2019. Leve para seu pediatra e converse com ele sobre a vacinação do seu filho!

FONTES CONSULTADAS: Dráuzio Varella  e SBI
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