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Mudei de escola. E agora?

Por Altamar Roberto de Carvalho
 - publicado em 10/03/2017

“Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tampouco o homem” – Heráclito

A mudança faz parte da vida, como diz o filósofo Mário Sérgio Cortella: Mudar é complicado, mas acomodar-se é perecer. A mudança de escola nem sempre é agradável para o aluno, mas representa uma ótima oportunidade de trabalhar com a perda; afinal implica em se distanciar da professora, dos colegas e do espaço escolar conhecido. Fecha-se um ciclo para outro se iniciar. Por este motivo, para muitos alunos, o período de volta às aulas significa embarcar em um território desconhecido, com novas regras, horários, rotina, professores e amigos. Os motivos que levam as famílias a mudarem os filhos de escola são muitos e a dúvida que fica é: o que fazer para garantir que a transição seja positiva e sem traumas

Quando a vontade de mudar não parte da própria criança, a adaptação pode se tornar um pouco mais difícil. Diante deste cenário, os responsáveis devem investir muito em diálogos que deixem claros os motivos, benefícios e o que elas poderão vivenciar com a nova experiência. Outra dica é levá-los para visitar a instituição antes do início das aulas, pois além de conhecerem o espaço, poderão expressar sua opinião sobre o novo ambiente.

O estranhamento e a dificuldade de adaptação à nova instituição, em um primeiro momento, são muito comuns. Por isso, as condições que a escola, professores e colegas oferecem para receber os novatos podem fazer toda a diferença, pois os ajudará a se sentirem menos inseguros e mais acolhidos. A escola pode estruturar ações e atividades que levem o aluno a conhecer melhor o novo espaço e as pessoas; apresentar a rotina e as regras da instituição também são tópicos importantes para ajudar a criança a inteirar-se e interagir melhor com o novo ambiente.

Como peça fundamental, o envolvimento dos educadores também se destaca durante o processo de ambientação. É preciso que a escola e os professores acolham os novos integrantes com carinho e paciência. Organizar dinâmicas em que os alunos mais antigos fiquem responsáveis por apresentar as dependências do colégio aos novatos, por exemplo, ajuda a favorecer e estimular o vínculo entre eles.

Em geral, com um mês de aula já é possível notar se a adaptação à nova escola deu certo ou não. Caso os responsáveis percebam que, após esse período, a criança ainda oferece resistência ao novo colégio, nesses casos, é preciso conversar com a coordenação e professores para entender a situação, pois pode existir um problema mais sério de adaptação ou relacional, da criança com os outros alunos.

No geral após este período é comum o aluno tecer comentários sobre os professores e amigos, o que já é um bom sinal de que estas pessoas passam a ter relevância em sua vida. È importante que a criança perceba que, nem sempre perdemos os antigos amigos por não estar perto deles e que novos amigos podem surgir sempre.

Outra percepção importante é que existem formas diferentes de ensino e que ela deve se manifestar sempre que tiver dúvidas. Se a escola for acolhedora a criança não enfrentará grandes dificuldades. A vivência desta situação poderá gerar subsídios para todas as mudanças que o aluno irá enfrentar pela vida afora, pois elas acontecerão sempre e poderão ser boas ou ruins. O importante é aprender a enfrentá-las, com cuidado, parcimônia, medo, coragem, mas sempre “de frente”.

Sobre Altamar Roberto de Carvalho
:
Psicólogo pela PUC São Paulo, psicopedagogo pelo Instituto Jean Piaget, Gerente Pedagógico do Sistema de Ensino Poliedro, autor de Livros Didáticos e de Materiais para Formação de Professores
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Sobre o Altamar Roberto de Carvalho
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Psicólogo pela PUC São Paulo, psicopedagogo pelo Instituto Jean Piaget, Gerente Pedagógico do Sistema de Ensino Poliedro, autor de Livros Didáticos e de Materiais para Formação de Professores
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