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Mudanças emocionais e físicas: entenda o que acontece com a mulher durante a gestação

Por Alberto d’Auria - publicado em 26/06/2018

No começo da gravidez, a produção de hormônios no corpo da mulher aumenta 20 vezes mais, o que altera o seu jeito de pensar, a sua forma de enxergar o mundo e de ver a si mesma. A partir disso, ela passa a ser menos egoísta e começa a viver exclusivamente pelo novo ser que está gerando. Nesta passagem de mulher para gestante, nasce um sentimento de preservação da espécie, em que a mãe pensa mais em proteger o seu bebê do que se proteger.

Este aumento na produção de hormônios causa modificações no corpo feminino e mudanças no comportamento emocional. Com isso, ela é capaz de dar a vida pelo filho e não dá importância a mais nada além daquilo. Essa avalanche de hormônios vem para mudar a mente e o corpo dela, além de prepará-la fisicamente para a gestação, nutrindo órgãos e, futuramente, auxiliando na amamentação.

Durante a gestação, há aumento na produção de estrógeno, testosterona, progesterona, hormônios sexuais, cortisol, FSH, hormônio foliculotrófico ou folículo-estimulante, entre outros. A mulher sente-se mais completa e apresenta uma força descomunal. Ela se enxerga como o epicentro do universo, pois está gerando um ser vivo. A segurança gerada por ela não tem comparação com outras sensações e isso pode ser visto pela importância que ela dá para ela mesma e a falta de interesse que oferece para os outros.

Confira abaixo algumas dicas para vivenciar este período da forma mais tranquila possível e como lidar com estas mudanças:

  • Mudanças de humor são completamente naturais nesta fase, portanto, a grávida não deve se culpar por estar triste ou zangada momentaneamente, por exemplo. Tentar conversar com o parceiro(a), amigos ou com o obstetra é fundamental. É preciso compartilhar a gravidez e manter a calma, pois as transformações são passageiras. Porém, se for o caso, não hesite em procurar ajuda de um psicólogo ou psicanalista;
  • A gestante pode optar por atividades para aliviar a tensão, como caminhadas, atividades físicas leves, meditação, ioga, natação, entre outras. Tudo isso com orientação do obstetra, claro;
  • Tentar não se estressar. Releve brigas bobas e pense no bem-estar do bebê: quanto mais tranquila a gestante se mantiver, mais saudável o seu filho será;
  • As mudanças físicas acompanhadas de inchaço também são naturais e podem impedir a mulher praticar certas atividades. Portanto, não se culpe e saiba que isso é temporário.
  • Aumentar a ingestão de água e investir em uma alimentação saudável também são itens fundamentais para o bem-estar emocional e físico da gestante.
Sobre Alberto d’Auria:
Ginecologista obstetra experiente com mais de 10 mil partos no currículo, Alberto d’Auria formou-se pela Universidade de Santo Amaro, já dirigiu as maternidades Santa Joana e Pro Matre, é especialista em saúde ocupacional e implantou um serviço de ginecologia e obstetrícia no hospital da penitenciária feminina do Estado de São Paulo de 1981 a 1986. Atualmente, é obstetra das maternidades mencionadas acima e trabalha com células troco de cordão umbilical.

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Sobre o Alberto d’Auria:
Ginecologista obstetra experiente com mais de 10 mil partos no currículo, Alberto d’Auria formou-se pela Universidade de Santo Amaro, já dirigiu as maternidades Santa Joana e Pro Matre, é especialista em saúde ocupacional e implantou um serviço de ginecologia e obstetrícia no hospital da penitenciária feminina do Estado de São Paulo de 1981 a 1986. Atualmente, é obstetra das maternidades mencionadas acima e trabalha com células troco de cordão umbilical.

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