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Maternidade: como identificar e tratar o blues puerperal

Por Dra. Patricia Oliveira - publicado em 02/10/2018

A chegada de um filho cria um verdadeiro turbilhão de emoções na vida da mulher. Embora seja um momento sublime, os hormônios, os cuidados com o bebê, as mudanças de rotina, a preocupação com a amamentação e a privação de sono – comuns no puerpério – levam 85% das mães a sentirem uma tristeza transitória que pode causar irritação, alterações de humor, ansiedade, choro fácil e mudanças de apetite.

Esse estado é chamado de blues puerperal, ou baby blues, e dura até 15 dias após o parto. O apoio da família e a participação do companheiro(a) são essenciais para que a mulher sinta-se segura nesse momento. Alguns casos de Blues Puerperal podem ser o inicio precoce da manifestação da depressão pós-parto.

Além disso, o suporte adequado no pré-natal é importante para que haja serenidade para lidar com a situação.

Destaco atitudes como conectar-se com a gravidez, viver o período, e elaborar as alterações gestacionais como necessárias ao desenvolvimento de uma nova vida. É fundamental que o parceiro (a) apoie a mãe no parto e no puerpério como participante ativo na criação do bebê e não apenas como espectador.

Acompanhar a mulher sempre que possível, com respeito e sem pressão, é fundamental. Vale lembrar que o vínculo se inicia assim que começa a consciência da nova fase, e esse momento é único na vida de cada indivíduo. Pais, avós, tios e irmãos, todos devem receber essa criança desde a gravidez.

A causa do blues puerperal não é muito bem definida, a situação hormonal parece ter uma participação  e como são alterações inevitáveis,  todas as mulheres são consideradas como pré-dispostas a desenvolver o quadro.

Gestantes de risco ou que apresentam  complicações na gravidez ou parto, como perda de sangue aumentada e com dificuldades no aleitamento apresentam o blues com mais frequência. Relacionamentos desajustados, medo e dificuldades sócio econômicas e culturais também podem ser fatores coadjuvantes.

As  alterações nos hábitos da mãe podem ser uma característica desse estado de tristeza temporário. Vontade de chorar sem motivos aparentes e não conseguir dormir ou comer como antes da gestação são alguns dos pontos que podem ser observados nessa fase.

Os sintomas persistentes por mais de duas semanas após o parto, associados com a incapacidade de cuidar do bebê, caracterizam o quadro de depressão pós-parto – doença que pode se manifestar em até um ano após o nascimento do bebê. Estima-se que até 25% das mães brasileiras sofram com o problema.

Além do apoio à puérpera, uma forma de minimizar os efeitos do baby blues é por meio da adoção de práticas integrativas. A medicina complementar tem se demonstrado como uma ferramenta muito eficaz tanto na gravidez como no pós-parto, uma vez que trabalha o suporte contínuo com medicamentos naturais isentos de contra-indicações, como por exemplo, os antroposóficos e homeopáticos e também a aplicação de  terapias adicionais (massagens, escalda pés).

Apoio psicoterápico e grupos de apoio, onde a gravida e a puerpera podem dividir os seus anseios são muito eficazes também, uma das coisas que a mulher mais deseja nesses momentos é ser ouvida e respeitada.  O  tratamento integral oferece uma nova consciência na adaptação ao momento, possibilitando que a mulher desenvolva o enfrentamento necessário para o início dessa nova fase em sua vida.

Sobre Dra. Patricia Oliveira:
Patricia Oliveira (CRM 78158|RQE 52997) é especialista em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Acupuntura (AMB). Atua também como médica colaboradora do Núcleo de Medicina Antroposófica da disciplina de Obstetrícia da Unifesp. 
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Sobre o Dra. Patricia Oliveira:
Patricia Oliveira (CRM 78158|RQE 52997) é especialista em Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Acupuntura (AMB). Atua também como médica colaboradora do Núcleo de Medicina Antroposófica da disciplina de Obstetrícia da Unifesp. 
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