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Infarto é a principal causa de morte entre as brasileiras

Por Dr. Neif Musse - publicado em 17/07/2018

Embora seja visto como uma doença masculina, o infarto vem crescendo entre as mulheres. Há cinco décadas, de cada 10 casos de infarto, um ocorria em mulher. Atualmente, a proporção já é de quase 50%. Segundos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço dos 360 mil óbitos registrados no Brasil, em decorrência de doenças cardiovasculares, tem como vítimas mulheres.

O ataque cardíaco mata mais do que o câncer de mama. Um dos principais fatores do crescimento do infarto no público feminino pode ser atribuído à mudança no estilo de vida nas últimas décadas.

A maior inserção das mulheres no mercado de trabalho trouxe a jornada dupla, o aumento do estresse, do hábito de fumar e beber, e, consequentemente, dos fatores de risco para infarto, como hipertensão, obesidade, diabetes, ansiedade e depressão, além da menopausa.

A idade é fator de risco para as mulheres porque, após os 50 anos, com a chegada da menopausa, cai a produção de estrogênio, hormônio responsável pela dilatação dos vasos e um protetor natural contra as doenças do coração. Além disso, os sintomas nas mulheres são um pouco mais amenos e diferentes do que nos homens, o que dificulta o diagnóstico.

A sintomatologia mais discreta pode, ainda, fazer com que a mulher demore para perceber a gravidade do quadro e identifique tardiamente o risco de infarto.

Atenção aos sintomas: enjoo, falta de ar, cansaço inexplicável, leve desconforto no peito e arritmia são alguns dos sintomas atípicos que costumam aparecer nas mulheres, além dos sinais clássicos de dor no peito com irradiação para o braço esquerdo e pescoço, náuseas, vômitos, suor frio e desmaio.

A melhor forma de prevenir o infarto é realizando o check-up cardiológico a partir dos 35 ou 40 anos, principalmente se houver histórico familiar de doença cardiovascular ou fatores de riscos como hipertensão, obesidade, diabetes e tabagismo.

No caso deste último, o risco aumenta se associado ao uso de pílulas anticoncepcionais, porque a combinação facilita a formação de coágulos que podem entupir os vasos.

Outra medida essencial para evitar o infarto é adotar uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, legumes e carnes magras, além da prática regular de exercícios físicos. Mas lembre-se: antes de encarar a esteira ou sair correndo por aí, consulte um cardiologista.

Sobre Dr. Neif Musse:
Cardiologista, geriatra e gerontologista, criador da "Escola de Aperfeiçoamento Médico" (método de ensino de eletrocardiografia que já capacitou mais de 15 mil profissionais de saúde), é autor do livro "Casco vazio de ser humano - Crônicas sobre a morte" e se prepara para dois lançamentos: "Estou infartando. E agora?" e "O Pacto do futuro médico". Musse é pai do Guilherme e do Ricardo.
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Sobre o Dr. Neif Musse:
Cardiologista, geriatra e gerontologista, criador da "Escola de Aperfeiçoamento Médico" (método de ensino de eletrocardiografia que já capacitou mais de 15 mil profissionais de saúde), é autor do livro "Casco vazio de ser humano - Crônicas sobre a morte" e se prepara para dois lançamentos: "Estou infartando. E agora?" e "O Pacto do futuro médico". Musse é pai do Guilherme e do Ricardo.
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