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Economizar nas guloseimas pode render bons sonhos. Faça o teste!

Por Reinaldo Domingos - publicado em 06/05/2017

Muitos pais não controlam, na ponta do lápis, o quanto seus filhos gastam com guloseimas. Afinal, 10 reais aqui, 20 ali são quantias pequenas quando comparadas aos principais gastos de uma casa.

Contudo, há uma grande preocupação mundial com o sobrepeso infantil e também com os altos índices de endividamento e inadimplência dos jovens. O que esses dois fatores têm em comum? O bem-estar das crianças, hoje e no futuro.

O primeiro contato que a maioria das crianças e jovens têm com as finanças é quando dispõem de pequenos valores para comprar guloseimas. Logo, a forma como eles se alimentam fora de casa é diretamente relacionada a forma como administram o dinheiro que passa por suas mãos.

Muitos deles ainda não têm maturidade para fazer escolhas saudáveis, tanto quanto a alimentação, quanto ao consumo. Não à toa, a preocupação de famílias e escolas em educar financeiramente crianças e jovens é crescente.

Enquanto nas escolas há ferramentas pedagógicas, que ensinam educação financeira nas salas de aula, em casa os pais se utilizam de um importante fator para educar financeiramente: os sonhos de seus filhos.

É preciso sentar com eles e conversar sobre aquilo que desejam no curto, médio e longo prazo. Apenas por pensar de forma não imediatista, a criança já começa a reconhecer a importância do tempo para conquistar o que deseja.

É importante lembrar que o tempo para crianças realizarem sonhos é menor do que para adultos. O curto prazo é em até três meses (sendo até um ano para adultos), o médio prazo entre três e seis meses (sendo entre um e dez anos para adultos) e o de longo prazo, acima de seis meses (sendo acima de dez anos para adultos).

Torne este aprendizado lúdico usando cofrinhos de três tamanhos diferentes, para que desperte na criança o desejo de poupar para os seus sonhos de forma natural. Você perceberá que as guloseimas ainda serão um desejo, mas não tão forte quanto os sonhos.

É preciso ter cuidado para que a criança não guarde todo o seu dinheiro, já que a intenção é que aprenda a administrar e não a acumular. Desde os primeiros dias, ela estará aprendendo a usar com consciência o que recebe.

Isso se tornará um hábito que ela levará para o resto da vida, agindo da mesma forma quando receber o seu primeiro salário – trocando, claro, os cofrinhos pelos investimentos.

Veja como com um único método é possível promover uma alimentação mais saudável e ensinar as crianças a poupar para conquistar aquilo que mais tem importância em suas vidas: os seus sonhos.

Nesta fase tão importante, pequenas intervenções são capazes de levar a um futuro mais sustentável, com mais consciência e criticidade frente aos apelos consumistas.

Sobre Reinaldo Domingos:
Doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil. Domingos é pai do Fabrizzio e da Graziella.
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Sobre o Reinaldo Domingos:
Doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil. Domingos é pai do Fabrizzio e da Graziella.
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