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Semana Mundial da Amamentação: os principais desafios da amamentação e como lidar com eles

Por Sílvia de Jesus Teixeira - publicado em 02/08/2018

A amamentação é um ato de amor, dedicação, doação da mãe ao cuidado do bebê e que necessita de incentivo e apoio de toda a família. Não é uma tarefa fácil. Requer paciência, persistência e treino para executar uma ação que gerará benefícios ao longo da vida da criança. Muitos questionamentos surgem durante a gestação: Como posso preparar as mamas? O que fazer nessa fase para ter muito leite? Será que meu mamilo e meu leite são bons? Vou conseguir amamentar?

A mulher enfrenta uma mudança radical com a chegada da maternidade, rodeada de dores e alegrias, por isso é preciso contar com o apoio dos familiares. Neste momento, é comum surgir o medo da mãe não conseguir ser boa o bastante.

Quando ela está triste, espera palavras e atitudes de apoio para continuar lutando. A família entra para fortalecer os laços afetivos, contribui para o equilíbrio emocional nesse período de transformação da mulher e isso proporciona uma série de benefícios no processo do aleitamento materno.

É importante buscar informação, participar de cursos específicos (para gestantes, mães ou cursos para pais), conhecer grupos de apoio à amamentação e realizar as consultas de pré-natal. É fundamental adquirir confiança, conhecimento e segurança desde o começo.

Atualmente, não são recomendados o uso de cremes na aréola e mamilos, exercícios para mamilos ou uso de buchas e conchas, pois não são eficazes para o sucesso da amamentação. Pode ser realizado o banho de sol, antes das 10h e depois das 16h por 15 minutos. A gravidez se encarrega do preparo da mama.

Quanto à produção do leite, a mãe deve observar se a mama aumentou de tamanho e como evoluiu ao longo da gestação. A produção do leite e seu volume ficarão evidenciados após o nascimento do bebê. Depois disso, procure orientações técnicas para melhorar a produção, se for necessário.

O tipo de mamilo não define o sucesso da amamentação, mas sim a forma como o bebê mama, ou seja, pega e posicionamento. Mamilos planos e invertidos ou antecedentes de cirurgias mamárias exigem maior assistência logo após o nascimento do bebê mas não inviabilizam o aleitamento.

Em relação a conseguir amamentar, é importante reduzir a ansiedade nessa fase e se organizar previamente para a prática do aleitamento. Busque conhecimento sobre a técnica, posições para a mamada e defina pessoas para auxiliar nesse momento. O pai, avós, companheiros ou companheiras, familiares, amigos e profissionais de saúde podem ajudar em diversas situações.

É importante que outras pessoas auxiliem com as tarefas de organização da casa, cuidados com o bebê, preparo da alimentação, entre outros pontos. A amamentação é exclusiva da mulher, as demais atividades podem ser realizadas por pessoas de confiança da mãe, que proporcionem um ambiente tranquilo e favorável. Amamentar é um aprendizado a cada mamada, a mãe e o bebê estão se conhecendo e aprendendo juntos.

A dor durante amamentação é um dos grandes desafios. Ela pode acontecer nos primeiros dias após o nascimento do bebê, no início da mamada e desaparecer ao longo da prática da amamentação.

Dor persistente, associada a algum machucado na mama, a famosa “rachadura nos mamilos”, deve ser decorrente da forma como o bebê está mamando (pega e posicionamento). Diante dessa situação ou de dificuldades na amamentação, é preciso procurar auxílio de um profissional de saúde, especialista em amamentação ou serviços de apoio a amamentação.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento exclusivo por seis meses e amamentação com a introdução de alimentação complementar até dois anos ou mais. Sobre o desmame, enquanto estiver prazeroso para mãe e o bebê, poderão prosseguir até encontrar o melhor momento para essa mudança.

Procure orientação durante o pré-natal, grupos de apoio e profissionais especializados. Se mesmo assim não der certo a amamentação, você fez o possível. Estará também praticando o amor ao seu filho e proporcionando o seu desenvolvimento. Caso seja contraindicada a amamentação por algum motivo específico, não se culpe. Seu filho será alimentado com dedicação, carinho e amor que toda mãe oferece.


Em 1º de agosto é comemorado o Dia Mundial da Amamentação, data criada em 1992 pela Aliança Mundial de Ação pró-amamentação (World Alliance for Breastfeeding Action – WABA) com a finalidade de promover o aleitamento materno e a criação de bancos de leite, garantindo, assim, melhor qualidade de vida para crianças em todo o mundo. A data é comemorada dentro da Semana Mundial de Aleitamento Materno, que ocorre em 120 países anualmente entre os dias 1º e 07 de agosto

Sobre Sílvia de Jesus Teixeira:
Enfermeira obstetra e consultora de amamentação da maternidade Pro Matre Paulista. Enfermeira experiente na área materno infantil e em aleitamento materno formada pela Universidade São Camilo (1990). Pós-graduação em Obstetrícia (1992) e Administração Hospitalar (1994), MBA em Gestão Empresarial na área de Saúde (FGV, 2009). Atuou ao longo desse período em diversas maternidades, assistindo mamães e bebês, realizando cursos para gestantes, coordenando grupos de apoio a amamentação e treinando profissionais de saúde para o aleitamento materno. Implantou Iniciativas e metodologias que favorecem a amamentação, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Tem experiência em Banco de Leite e consultoria em amamentação. Atualmente trabalha na Pro Matre Paulista e é a enfermeira responsável pela coordenação da amamentação na instituição e pelo Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno, atuando também como Consultora em Amamentação.
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Sobre o Sílvia de Jesus Teixeira:
Enfermeira obstetra e consultora de amamentação da maternidade Pro Matre Paulista. Enfermeira experiente na área materno infantil e em aleitamento materno formada pela Universidade São Camilo (1990). Pós-graduação em Obstetrícia (1992) e Administração Hospitalar (1994), MBA em Gestão Empresarial na área de Saúde (FGV, 2009). Atuou ao longo desse período em diversas maternidades, assistindo mamães e bebês, realizando cursos para gestantes, coordenando grupos de apoio a amamentação e treinando profissionais de saúde para o aleitamento materno. Implantou Iniciativas e metodologias que favorecem a amamentação, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Tem experiência em Banco de Leite e consultoria em amamentação. Atualmente trabalha na Pro Matre Paulista e é a enfermeira responsável pela coordenação da amamentação na instituição e pelo Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno, atuando também como Consultora em Amamentação.
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