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Consumo consciente: como ensinar às crianças

Por Reinaldo Domingos - publicado em 20/11/2017

Como você está educando seu filho em relação ao dinheiro? Não é simples responder a essa pergunta, principalmente porque nós mesmos, muitas vezes, não sabemos lidar com o dinheiro de forma sustentável, já que esse tema não é ensinado na maioria das escolas e nem é cultural em nosso país.

O problema é que observo o crescimento de crianças consumistas, diante de tantas oportunidades e publicidades. As ferramentas comerciais fazem com que as crianças fiquem “hipnotizadas” e acabem querendo ter tudo o que vem pela frente, isso sem contar a influência de amigos.

Mas como saber quando uma criança realmente está se tornando consumista? É normal que elas sintam desejos pelas coisas, mas é importante que se tenha em mente que grande parte dessas vontades são imediatas, ou seja, passageiras.

A situação começa a ficar complicada quando o filho acha que tem a necessidade de tudo o que vê na televisão ou em vitrines e, quando não conseguem, fazem birra. Outro ponto que demonstra consumismo é quando as crianças recebem mesada e não conseguem passar o mês com o que ganham, passando a pedir mais dinheiro toda vez.

Outra situação que exemplifica uma criança consumista é quando elas ganham um presente e logo deixam de lado, quebram ou esquecem em algum lugar. Se isto está ocorrendo, já é a hora de os pais repensarem a educação financeira de seus filhos.

O primeiro passo é encontrar a causa do problema.

A maioria já irá rapidamente falar que a culpa é da TV ou do marketing publicitário, mas isso é um grande erro, pois, por mais que isso tenha uma parcela de culpa, os maiores responsáveis pelo comportamento dos filhos são os pais.

Então, é preciso combater o consumo não consciente, educando financeiramente primeira a si mesmo e depois aos filhos. Sem dúvidas, nós, adultos, temos que buscar pelo conhecimento do letramento financeiro. Além disso, é importante que os pais vejam com as escolas das crianças para inserirem em suas grades curriculares esse conteúdo (podendo ser na educação infantil, fundamental e/ou no ensino médio).

Felizmente, o número de instituições com essa preocupação é grande e 86 mil alunos em todo o país já são educadas financeiramente em sala de aula pelo Programa DSOP de Educação Financeira nas Escolas.

Os pais também têm importância nas influências externas, nesse caso, devem limitar ou controlar o acesso das crianças às mensagem publicitárias e conversar com eles sobre os temas e desejos.

Se os hábitos e costumes da família forem positivos em relação ao uso do dinheiro, eles tendem a prevalecer na vida das crianças. Isso, certamente, evitará que elas façam parte de um grupo de pessoas endividadas na fase adulta.

Sobre Reinaldo Domingos:
Doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil. Domingos é pai do Fabrizzio e da Graziella.
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Sobre o Reinaldo Domingos:
Doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil. Domingos é pai do Fabrizzio e da Graziella.
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