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Confira 10 dicas para ser um bom PADRASTO. Ou melhor, Pai Afetivo!

Por Leandro Ziotto - publicado em 03/04/2017

Ser um bom padrasto, particularmente não gosto dessa definição. Eu não entendo algumas palavras do nosso dicionário. É igual divorciado ou desquitado. Pra mim o estado civil legal das pessoas tinha que se limitar entre solteiro ou casado, e só. Pai é pai. E mãe é mãe. É uma função/papel com explicações psicanalíticas que não necessariamente coincidem com a posição social/familiar do indivíduo. Tem “pais”, papel de pai psicanaliticamente falando, que são avós, tios e até mães. E tem “mães”, mais uma vez, o papel psicanalítico, que é exercido por outra figura e não necessariamente feminina até.

Porém exercer esse papel é desafiador. Caso tenha se casado com alguém e seu parceiro ou sua parceira tenha filhos, você tem de considerá-los parte do pacote, porque não tem como separá-los, você chegou depois, queira aceitar ou não. Então é seu papel caso queira levar a sério, fazerem se sentirem amados, cuidados e protegidos.

Ser um bom padrasto tem todas as características de ser um bom pai. Você precisa assumir esse papel sem querer anular a outra figura paterna. Não é uma competição meu amigo, é um exercício que toma tempo, exigindo sua boa vontade para se estabelecer no papel de pai/padrasto numa nova família.

Por experiência própria, pois hoje sou pai/padrasto de um garoto lindo de 7 anos de idade que participo da vida dele e ele da minha desde os 3 aninhos, e me orgulho de te-lo conquistado, de ter uma boa relação com o pai biológico, mas o que mais me orgulha e me satisfaz é escutar que ele é a minha cara….rsrs

Seguem abaixo dicas e sugestões para todos os “Pais Afetivos” que estão nesta posição como eu:

  1. NÃO É UMA COMPETIÇÃO! Tome cuidado não queira, NUNCA, anular o papel do outro pai. Você terá sim que assumir um papel de pai, mas nunca desconsidere a outra. Não tente competir com ele, é perda de tempo e ninguém sai ganhando com isso, só perdendo, principalmente a criança.
  2. SEJA PACIENTE enquanto espera que seus filhos/enteados respondam ao seu carinho, afeto e amor. Frequentemente, os filhos ficam abalados emocionalmente quando se trata da mãe e do pai e da separação da unidade familiar original deles. Para muitos, construir uma nova relação é um pouco ameaçador. O tempo cura tudo, então se mantenha positivo e se dê apoio sempre que você estiver com as crianças.
  3. DEDIQUE TEMPO. Passe um tempo com seus filhos/enteados durante as atividades deles. Ajude com a lição de casa, brincadeiras, projetos e participe de eventos esportivos ou clubes, e mostre a eles que você está disposto a reconhecer o esforço deles. Quanto mais envolvido você estiver, mais rápida será a aceitação de que você é o “novo pai” e é parte da vida deles também.
  4. NÃO FAÇA DIFERENÇA ENTRE AS CRIANÇAS. Mantenha um equilíbrio entre o tempo que você passa com seus enteados e seus filhos biológicos e os presentes que você dá para eles. Eu não passei por isso, pois não tinha filhos de relacionamentos anteriores, mas vi pessoas próximas a mim passarem por isso. Ambos são parte da sua família agora. Evite favoritismos sob quaisquer circunstâncias; todas as crianças devem ser tratadas igualmente e nenhuma merece ser deixada de fora.
  5. CONVIDE PARA PARTICIPAR DE ATIVIDADES, MAS NÃO INSISTA. Convide seus filhos/enteados a participarem nas suas atividades. Se você joga bola, corre, gosta de assisti TV ou qualquer outro hobby ou atividade que seja apropriada para eles, leve-os com você. Isso não só dá a criança de ver o que você gosta como dá um descanso para a mãe deles. Por outro lado, não os force a ir com você. Se ele ou ela mostrar que não está interessado, não os force. Com o tempo e seu entusiasmo, as crianças podem mudar de ideia e querer ir com você. Procure por coisas que vocês todos gostem e alguma atividade que eles gostariam de fazer com você.
  6. ESTEJA DISPONÍVEL. Comunique-se com calma e clareza. Deixe que eles saibam que você está disponível para conversar sempre que eles precisarem e seja um bom ouvinte quando eles vierem conversar. Mantenha a mente aberta e aceite as diferenças, já que as crianças tiveram experiências diferentes das suas. Faça suas escolhas sem ser severo ou intimidador – sempre explique suas ações e explique porque você as julga corretas.
  7. RESPEITE A PRIVACIDADE das crianças.Qualquer criança, desde pequena até a adolescência, merece privacidade e um espaço pessoal e, a menos que você tenha problemas com o comportamento deles, quanto mais espaço pessoal eles receberem, mais confiados eles se sentirão.
  8. Crie as crianças em SINTONIA COM A MÃE. Isso significa ter um canal de comunicação aberto com a mãe sobre as expectativas e intenções dela sobre você ajudar na criação dos filhos dela. Você deve ser sensato na direção que vocês escolherem. Ajude a planejar o futuro do seu filho/enteado. Pode ser que fique sob sua responsabilidade começar uma poupança para guardar dinheiro para o futuro da criança; educação, o primeiro carro e ajuda para arrumar o primeiro emprego. Envolva-se no processo de descobrir o que é necessário para o futuro dele, fale com a mãe antes e depois inclua o enteado onde for apropriado.
  9. SEJA UM BOM EXEMPLO para seu filho/enteado. Não cometa o pecado capital e ordinário do “faça o que eu mando, não faça o que eu faço”, além de ridículo e patético. Perderá a credibilidade e o respeito. Faça que seu filho ou filha te respeite e não te tema. Lembre-se, ser padrasto é assumir o posto de liderança de um time. Aceite as qualidades únicas de cada membro do time, as limitações e as excentricidades. Haverá bons momentos, ótimos momentos, mas haverá conflitos, desacordos e decepções. Paciência, amor e um ponto de vista empático o ajudarão nestes desafios. Você é o adulto, não importando qual situação, você deve se lembrar disso e que problemas podem parecer enormes, mas normalmente são esquecidos em poucos dias ou serão motivos de risada no ano seguinte.
  10. CRIE LAÇOS e tente esquecer que ele ou ela não é seu filho biológico. Algumas vezes, pensar nisso o tempo todo fará com que você fique desconfortável perto das crianças. Apenas trate-os como você trataria seus próprios filhos: se você ama tanto sua esposa, por que não amar os filhos dela?

Essa minha descoberta da Paternidade em mim (e olha que nem tive os 9 meses de gravidez para amadurecer) foi uma grata surpresa e desafio. Desafio esse que me motivou, junto com um amigo/paizão querido, Daniel Paccini, a fundarmos o 4daddy, a primeira plataforma de formação paterna. Com o objetivo de ajudar outros pais, sejam eles de qualquer tipo e jeito, pais solteiros, casados, separados, homoafetivos, adotivos e etc; a exercerem a sua paternidade de forma ativa, baseada numa criação afetiva, social e cidadã.

Se quiser conhecer mais do nosso trabalho, acesse o site do 4Daddy.

 

Sobre Leandro Ziotto:
Leandro Ziotto, pai do Vinícius e co-fundador da Plataforma de Formação Paterna 4Daddy (www.4daddy.com.br), criada com o objetivo de ajudar outros pais, sejam eles de qualquer tipo e jeito, pais solteiros, casados, separados, homoafetivos, adotivos e etc; a exercerem a sua paternidade de forma ativa, baseada numa criação afetiva, social e cidadã.

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Sobre o Leandro Ziotto:
Leandro Ziotto, pai do Vinícius e co-fundador da Plataforma de Formação Paterna 4Daddy (www.4daddy.com.br), criada com o objetivo de ajudar outros pais, sejam eles de qualquer tipo e jeito, pais solteiros, casados, separados, homoafetivos, adotivos e etc; a exercerem a sua paternidade de forma ativa, baseada numa criação afetiva, social e cidadã.

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