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Como educar os filhos na Era Digital?

Por Sharon Thomas - publicado em 29/08/2018

Certamente, você já deve ter presenciado essa cena: a família está “reunida” na sala, com a TV ligada, mas cada integrante está em seu “universo particular”, ao qual tem acesso, principalmente, pela tela do celular. Inclusive, as crianças e os jovens. Isso quando se tem a sorte de “reunir” todos, pois outra cena que já faz parte do nosso cotidiano é cada um estar no seu quarto e, para que todos se encontrem, é preciso chamar via aplicativo de mensagens.

Com essas ilustrações, quero destacar a importância de aprendermos a lidar com um mundo cada vez mais conectado, no qual as interações são mais frequentes também por meio dos dispositivos tecnológicos. Trata-se de um desafio, inclusive, para pais e educadores, que precisam estar preparados para conduzir crianças e adolescentes a um desenvolvimento sadio em meio a esse contexto digital.

Em primeiro lugar, ressaltamos a necessidade de que os adultos/educadores também se atualizem e se insiram nesse ambiente, a fim de estarem aptos a orientar os menores a participarem de um mundo que requer uma visão global, hoje acessível através da tecnologia.

Pode parecer que não, mas as crianças e adolescentes se sentem mais seguros quando os adultos monitoram o uso da tecnologia. A responsabilidade deste monitoramento é coletiva e inclui educadores, pais e todos os que têm alguma influência na formação do jovem. Monitorar, nesse caso, é colocar limites a partir do entendimento sobre quais são os programas que esse jovem utiliza e sempre num contexto de conversa franca e aberta sobre os benefícios e danos vinculados à tecnologia.

É muito importante tratar o jovem como um ser inteligente, mas ainda em desenvolvimento. Pesquisas mostram que o lado pré-frontal do cérebro, responsável por nove áreas que incluem autorregulação, gestão do tempo, organização, planejamento, execução de atividades, memória de trabalho, iniciação de tarefas, inibição de impulso e atenção sustentada, leva de 25 a 32 anos para atingir o amadurecimento.

Aliás, o diálogo com os jovens sobre o desenvolvimento cerebral tende a ser fascinante. Temos mais chances em ajudá-los por meio da informação e do diálogo do que pela simples e pura proibição. Embora ainda não se saiba exatamente como as horas gastas em frente às telas de um computador ou de um smartphone alteram a estrutura cerebral, é certo que mudanças estão acontecendo e continuarão a acontecer. Essa interferência tem que ser vista e entendida com seriedade.

A tela hoje disputa espaço com o tempo social que os jovens reservavam para brincadeiras na hora do recreio, ou com os irmãos, amigos, primos etc. A tela é a “nova chupeta”, a nova “babá”, sem os benefícios do contato humano que nos fortalece como pessoas. A tecnologia pode trazer um falso sentido de conexão, que pode ser bastante danoso para jovens que, logo à frente, descobrirão que não possuem amigos ou vínculos verdadeiros. Além do mais, temos enfrentado as dificuldades geradas pelo bullying virtual, onde se vê a agressão entre indivíduos que nem sempre entendem como suas palavras e/ou imagens atingem o outro.

Essa é uma discussão relativamente nova, que está apenas começando. É preciso discutir, por exemplo, como as escolas usam a tecnologia. Não se trata de simplesmente aceitá-la como algo sofisticado e que chegou para agregar valor. Precisamos aprofundar a conversa no sentido de entendermos como os nossos filhos e essa geração estão se beneficiando, para que tenhamos a segurança de saber que a tecnologia não está substituindo um tempo importante dentro ou fora da sala de aula.

Sobre Sharon Thomas:
Brasileira radicada em Nova York, Sharon Thomas é psicopedagoga especializada em Educação. Possui ampla experiência no desenvolvimento, colocação e orientação de carreiras acadêmicas de jovens nos EUA.  A especialista também é formada em Psicologia, pela Universidade de Georgetown, e possui mestrados pela Universidade de Londres e pelo Hunter College. 

Em Nova York, fundou e dirige o Centro de Educação e Recursos MAIA, onde presta atendimento educacional para alunos de escolas públicas e privadas, desde os anos da Educação Infantil até o Ensino Superior, além de recrutar e treinar professores, entre diversas outras atividades. É também palestrante internacional e especialista em tópicos relacionados à educação. 
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Sobre o Sharon Thomas:
Brasileira radicada em Nova York, Sharon Thomas é psicopedagoga especializada em Educação. Possui ampla experiência no desenvolvimento, colocação e orientação de carreiras acadêmicas de jovens nos EUA.  A especialista também é formada em Psicologia, pela Universidade de Georgetown, e possui mestrados pela Universidade de Londres e pelo Hunter College. 

Em Nova York, fundou e dirige o Centro de Educação e Recursos MAIA, onde presta atendimento educacional para alunos de escolas públicas e privadas, desde os anos da Educação Infantil até o Ensino Superior, além de recrutar e treinar professores, entre diversas outras atividades. É também palestrante internacional e especialista em tópicos relacionados à educação. 
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