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Como a gestante pode prevenir a ocorrência de trombose durante as viagens de avião?

Por Alberto d’Auria - publicado em 26/06/2018

Janeiro, fevereiro e julho são conhecidos como os meses das férias e, também, das viagens mais longas de avião com a família. Por isso, nessa época, é importante que as gestantes redobrem a atenção e tomem diversas precauções para garantir sua segurança. As viagens aéreas podem causar uma doença muito perigosa: a trombose. Ela surge quando um coágulo se forma dentro de uma veia, dificultando a circulação sanguínea. Nos casos mais graves, pode levar à embolia pulmonar.

Como a grávida fica muito tempo sentada com as pernas dobradas durante as viagens, além da possibilidade de ficar desidratada por conta do ar-condicionado, o seu sangue fica mais denso e com chances de coagular. O ideal é que a mulher viaje até a 26ª semana de gestação, quando o volume e peso do feto ainda não causam tanta compressão nos vasos sanguíneos, que ficam por trás do útero da mãe. Após essa idade da gestação, os riscos da posição sentada por várias horas e a pressurização aumentam os riscos gestacionais. Além disso, a sugestão principal é viajar usando meia elástica, pois a pressão da meia comprime os vasos e evita que se formem trombos nas pernas.

Outro ponto que sempre alerto as grávidas é sobre tomar bastante água para manter o sangue bem fluído e levantar a cada duas horas para caminhar, assim elas evitam inchaços e fazem a circulação voltar à normalidade. As dicas que dou são básicas: evitar permanecer a viagem inteira sentada sem se movimentar; fazer movimentos com as pernas e manter-se hidratada o máximo possível.

Também é muito importante que a gestante evite petiscos salgados e frituras, como amendoim, coxinha e bolinho de queijo, pois podem causar desidratação e bebidas gasosas, pois aumentam muito os processos de fermentação intestinal, desencadeando desconforto para gestante.

Além disso, o ambiente pressurizado e frio característico dos aviões podem causar irregularidades nos batimentos cardíacos, dificultando a respiração. Como os aviões voam com temperaturas internas baixas, entre 17 e 18 graus, e o conforto térmico corporal precisa estar entre 19 e 23 graus, é preciso que a gestante faça as viagens usando gorro de lã e blusa colada ao corpo, assim evita doenças como rinite e sinusite.

Sobre Alberto d’Auria:
Considerado um dos maiores ginecologistas obstetras do país, com mais de 10 mil partos no currículo, Alberto d’Auria formou-se pela Universidade de Santo Amaro, já dirigiu as maternidades Santa Joana e Pro Matre, é especialista em saúde ocupacional e implantou um serviço de ginecologia e obstetrícia no hospital da penitenciária feminina do Estado de São Paulo de 1981 a 1986. Atualmente, é obstetra das maternidades mencionadas acima e trabalha com células troco de cordão umbilical.
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Sobre o Alberto d’Auria:
Considerado um dos maiores ginecologistas obstetras do país, com mais de 10 mil partos no currículo, Alberto d’Auria formou-se pela Universidade de Santo Amaro, já dirigiu as maternidades Santa Joana e Pro Matre, é especialista em saúde ocupacional e implantou um serviço de ginecologia e obstetrícia no hospital da penitenciária feminina do Estado de São Paulo de 1981 a 1986. Atualmente, é obstetra das maternidades mencionadas acima e trabalha com células troco de cordão umbilical.
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