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Bullying: e quando o seu filho é o agressor?
Por Tania Paris - publicado em 28/12/2016

Bullying é o nome do comportamento pelo qual uma pessoa intimida outra deliberadamente e de forma repetitiva. Vai desde uma “brincadeirinha” sobre alguma deficiência física até campanhas de difamação pela internet, com sequelas graves e finais trágicos.

Quando se fala dos seus efeitos é usual nos compadecermos pela vítima. Afinal, felizmente, agora até por lei, o bullying é um comportamento cruel que não pode ser tolerado.

Mas… e quando você descobre que é a sua criança quem está lançando mão dessa prática?

Para decidir como agir, vale iniciar por uma reflexão. Antes de colocar foco no comportamento que precisa ser modificado, é importante tentar entender o que lhe deu origem – até para que sua ação não seja apenas pontual, mas que possa ser efetivamente educativa para erradicá-lo.

Iniciando pelo cenário mais amplo, nossa sociedade tem imposto alguns padrões estéticos e as crianças podem absorvê-los sem análise. As top models são magras, as atrizes bem-sucedidas são lindas… e a TV pode estar ensinando sua criança a valorizar mais as aparências do que o conteúdo das pessoas.

Mais próximo dela, no ambiente onde ela pratica o bullying, como está o clima emocional? É acolhedor ou há estímulo à competição? Busca-se o desenvolvimento do grupo ou as recompensas são para os “vencedores”? Será que as fraquezas da sua criança já foram expostas por outros e ela está agindo como eles, defendendo-se atacando?

Se chegar nessa suspeita, pode ser difícil comprová-la. O bullying geralmente faz a vítima acreditar que é merecedora do castigo, e, então, para que conte a história pode ser necessária muita escuta e compreensão, para inspirar confiança e infundir coragem. Nesse caso, a autoestima de sua criança pode estar baixa e seu apoio pode ser fundamental para reconstruí-la.

E, como salta à vista, a empatia não pode estar muito adequada. Sua criança está ignorando o fato de estar causando sofrimento a alguém. Apontar simplesmente isso com o clássico “imagina como ele deve estar se sentindo” soa mais como um sermão do que ajuda. Esse fato merece pensar em desenvolver a habilidade emocional de compreender as outras pessoas pelo seu ponto de vista, na sua individualidade.

Existem milhares de brincadeiras que podem ser feitas para desenvolver empatia – desde as mais simples, como assistir um filme ou um desenho animado e discutir como cada um da família acha que os personagens estão se sentindo, até as mais próximas, como quando você conta um problema e pergunta “como você acha que estou me sentindo”?

Em resumo, a proposta é aproveitar essa dor de cabeça para aproximar-se de sua criança e compreender o que falta a ela. Sim, definitivamente, ela precisa parar com o bullying, e precisa entender claramente; mas algo – ou a falta de algo – precisa ser tratada para que não volte a acontecer.

Precisa pedir desculpas? Seria bom… mas que seja ela a decidir, pois só tem sentido se for genuíno.


Saiba mais em: www.asecbrasil.org.br 

 

Sobre Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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Sobre o Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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