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Gravidez: uma mamãe vegetariana, sim!

Por Luciana Sanfins - em 28/11/18

Pois bem. Vegetariana há 11 anos (na época), motivada principalmente pela causa animal, cá estava eu gestante e as perguntas da família e dos amigos começaram a surgir: “mas você vai voltar a comer carne?”, “precisa pensar no bebê”, “agora você precisa se cuidar”… Ok, eu já estava preparada para isso e segui levando numa boa, pois todos estavam pensando na saúde minha e do João – que ainda era uma sementinha dentro de mim.

Sempre li muito sobre o vegetarianismo, conversei com muita gente de confiança, sabia o que deveria comer e o que fazer para dar um UP na minha saúde. Periodicamente realizava exames de sangue e sempre esteve tudo dentro do normal.

Mas agora eu tinha o João dentro de mim e confesso que bateu uma dúvida se eu conseguiria me alimentar bem o suficiente para garantir tudo o que eu e ele precisaríamos nessa nova fase.

Vamos lá!

Consultei minha médica e ela disse que não haveria problemas em continuar com esse tipo de alimentação, fiz alguns exames de sangue e estava tudo normal. Mas eu sentia muiiitaa fome, muiiitaa fome mesmo. Comia de hora em hora e acordava de madrugada com o estômago roncando! Aff!

Para garantir que tudo iria continuar bem, resolvi procurar uma nutricionista. Pela minha feliz surpresa encontrei uma nutricionista no meu plano de saúde mesmo, que me orientou muito bem com dicas de alimentos, como combinar, o que não comer e até receitas nutritivas e saborosas! Ah, sem contar que ela me ajudou muito também na fase dos enjoos e da azia.

Fiz algumas adequações no cardápio, tirei alguns alimentos, inclui outros, mudei a rotina da alimentação e os horários. Como uma boa leonina e caxias que sou, segui tuuudooo direitinho e o resultado foi uma gestação saudável, sem problemas e com um ganho de peso de apenas 9 quilos.

No último mês de gestação tive uma anemia fisiológica, de acordo com a médica é normal em quase todas as gestantes, mesmo as que têm uma alimentação comum. Que bom então! João se desenvolveu super bem, ganhou peso e tamanho previstos e nasceu tranquilo.


As dicas

Aprendi muita coisa que levo comigo por toda a vida. Uma delas é que não devo misturar vegetais verdes escuros com lactose, ou queijo, por exemplo. Eu que sempre fazia aquela linda salada de folhas verdes com queijo ralado por cima, ou ainda brócolis refogado com queijo parmesão… Esse queijinho aí prejudica a absorção do ferro que está presente nos alimentos verdes escuros! Não misturo mais, rs!

Para evitar a azia, não bebo líquidos durante as refeições e também evito comer demais próximo ao horário de me deitar.

Comecei a cozinhar mais em casa e a preparar minha comida de acordo com as orientações da nutricionista. O maridão também ajudou muito! Quando ficava sem tempo, comprava marmitinhas e comidinhas saudáveis – aliás, até hoje compro! Minhas preferidas são Sattva, Panela Vegetariana e Cuscuz Paulita!

Depois

Após a gravidez e por causa da amamentação perdi alguns quilos, até mais do que eu queria. Quando eu engravidei pesava 52 quilos e, oito meses após o João nascer, o meu peso era de 49 quilos. E eu como e como e não engordo! Grrrr! Deve ser por conta da amamentação. Acho que vou voltar na nutricionista, mas agora com o objetivo de engordar!

Ah, e agora as perguntas mudaram: “você vai dar carne para o seu filho?”, “você quer que ele seja vegetariano?”… Mas isso é assunto para um outro texto!

Foto: Pexels

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