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Afinal, castigar ou não castigar…

Por Tania Paris - publicado em 09/02/2017

Antes dos filhos nascerem é fácil idealizar a vida com eles. Queremos dar-lhes amor, carinho, atenção. Queremos tratá-los com respeito, educá-los para que aproveitem ao máximo seu potencial, sejam bem-sucedidos e felizes.

Aí chega aquele dia em que seu filho, simplesmente, não é razoável. Ele desatou a gritar na hora errada ou fez aquilo que você já tinha explicado mil vezes que não poderia fazer. E o que tanto você abominou começa a fazer sentido… dar-lhe umas palmadas, colocar de castigo?

Para decidir vale refletir sobre três pontos:

Limites. Educar inclui colocar limites e cuidar para que sejam respeitados. Limites precisam ser indicadores do respeito ao alheio; e precisam fazer sentido para a criança. Você pode negociar o limite, ouvindo o ponto de vista dela, mas uma vez estabelecido, está estabelecido. Se o limite é flexibilizado porque a criança faz birra, ou porque você fica com dó, o resultado final é que a criança percebe que pode combinar uma coisa e fazer outra. E essa confusão é danosa – o comportamento inadequado estará sendo reforçado, pois ele traz a recompensa esperada.

Negociação X chantagem. Sabe aquela tentação enorme de prometer algo em troca de bom comportamento? “Se você for obediente, o Papai Noel traz presente”. “Se comer toda a comida, vai poder assistir à televisão”. Existe uma linha divisória muito tênue entre negociar e chantagear. “Vamos combinar de você comer primeiro, antes de assistir à TV?”. A negociação desenvolve a criança e a chantagem a subjuga. A chantagem separa as partes entre quem tem o poder e quem tem de obedecer; a negociação pode aproximá-los para uma convivência positiva e respeitosa. A responsabilidade pela educação continua sendo sua, mas a sua atitude pode dar a seu filho uma visão mais ampla sobre a pertinência de limites e regras – e esses dão conforto e segurança se você também for coerente cumprindo sua parte. Mesmo regras que não podem ser negociadas, podem ser explicadas; e se não der para explicá-las… bem… será melhor pensar se estão corretas.

Punição e consequências. Ações têm consequências. Mas crianças pequenas podem ter dificuldade em antecipar as consequências de suas ações; e, convenhamos… crianças maiores e adultos também podem ter essa dificuldade quando agem por impulso. Agir por impulso é uma forma instintiva de lidar com nossos sentimentos. Educar emocionalmente uma criança é ensiná-la a perceber o que está sentindo e buscar formas de sentir-se melhor, reduzindo os comportamentos impulsivos e minimizando consequências. Nesse contexto, poderíamos analisar a punição como sendo uma consequência – evitável. Desenvolver autopercepção e autocontrole é investimento “de formiguinha”, diário, mas é investimento não só para o comportamento que você precisa corrigir – é investimento para a qualidade de vida de seu filho, para toda a vida.


Saiba mais em: www.asecbrasil.org.br

Sobre Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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Sobre o Tania Paris:
Presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças, entidade sem fins econômicos que capacita educadores para que desenvolvam habilidades emocionais e sociais de seus alunos, e transformem suas salas de aula em espaços emocionalmente saudáveis. www.asecbrasil.org.br. A Tânia Paris é mãe da Tabata e da Natasha e avó do Victor, Mariana, Arthur e Larissa.
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