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Aedes Aegypti: cidades do litoral estão em alerta para doenças e especialista dá dicas de como se prevenir

Por Cinthya Cavazzana - publicado em 18/12/2018

No estado de São Paulo, 250 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya, de acordo com o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, divulgado essa semana pelo Ministério da Saúde. Com a aproximação do verão e férias escolares, muitos paulistanos aproveitam para passar uns dias de tranquilidade no litoral paulista. Por lá, as cidades de Caraguatatuba, São Sebastião, Ilha Bela, Guarujá, Ubatuba, no Litoral Norte; e Santos, Itanhaém e Peruíbe, estão em situação de alerta. Já em Iguape e São Vicente, há risco maior. Além destes vírus, a Febre Amarela também tem preocupado as secretarias de Saúde das regiões desde o início do segundo semestre deste ano.

Portanto, para quem pretende viajar para as cidades do litoral paulista, a infectologista Cinthya Cavazzana, docente da Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate, faz um alerta: “Antecipe-se: vá ao posto de saúde mais próximo e tome a vacina contra a Febre Amarela. Ela precisa ser administrada no mínimo 10 dias antes da viagem. Além disso, use um bom repelente contra insetos, já que para as outras doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti não existem vacinas”, ressalta. “É preciso verificar o tempo de ação do princípio ativo do produto escolhido e reaplica-lo. Caso esteja em uma praia com grande incidência de insetos, passe o repelente e, por cima, o filtro solar”, completa.

Além dos alertas de prevenção à picada de insetos e da vacinação contra a Febre Amarela, Cinthya afirma que é preciso que a população se conscientize sobre a importância de combater a proliferação dos mosquitos, não deixando água parada em qualquer época do ano. “É ali que as fêmeas colocam seus ovos. Sem água, sem novos mosquitos”.

Inseticidas podem ser usados para matar mosquitos adultos e repelentes ambientais, para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas de aparelhos elétricos ou sonoros). “Observe se o produto tem registrado na Anvisa e obedeça aos cuidados e precauções descritas em seus rótulos”, enfatiza. Os inseticidas naturais, como os à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, não possuem comprovação de eficácia, nem a aprovação pela Anvisa, até o momento.

Para completar os cuidados, use telas de proteção nas portas e janelas ou mosquiteiro/cortinado, como alternativa e, sempre que possível, utilize roupas que protejam a maior parte possível da superfície da pele.


Conhecendo o problema

As Arboviroses são doenças que podem ser transmitidas por picada do mosquito e apresentam sintomas muito parecidos. O mosquito Aedes Aegypti pode transmitir doenças como Dengue, Doença Aguda pelo Zika Vírus e Chikungunya, além de poder se tornar um transmissor também da Febre Amarela no seu ciclo urbano. A transmissão se dá quando a fêmea do mosquito pica um doente e se infecta com o vírus e, depois, pica uma pessoa saudável e inocula o vírus junto com a saliva. Uma vez infectado, o mosquito transmitirá o vírus até o final de sua vida (de 6 a 8 semanas). Durante o período que a pessoa tem o vírus circulando, pode infectar outro mosquito e proliferar a doença.

“Atenção para febre alta, com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor no corpo, perda do apetite, manchas vermelhas na pele, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço e dores nas articulações”, alerta a especialista. “Os sintomas das Arboviroses são parecidos, mas há aspectos importantes em cada uma delas, por isso, sempre procure atendimento médico diante dos sintomas”, completa.

Sobre Cinthya Cavazzana:
Infectologista SCIH Hospital Next Santo Amaro,Professora na Universidade Anhembi Morumbi, infectologista COVISA.
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Sobre o Cinthya Cavazzana:
Infectologista SCIH Hospital Next Santo Amaro,Professora na Universidade Anhembi Morumbi, infectologista COVISA.
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